21 de abril de 2008

Manix Intense





Coisas [via]

20 de abril de 2008

Recomenda São - "A Arte de Amar" de Ovídeo


Vão ao Estúdio Raposa e aprendam com Luis Gaspar a arte de amar, tal como escreveu sobre ela Publius Ovidius Naso, poeta romano, conhecido por Ovídio, nascido em 20 de Março de 43 a.C. em Sulmo, actual Sulmona, em Itália.



Entretanto, fiquei toda molhadinha com esta oferta do Luis Gaspar "para retribuir a simpatia".

12 de abril de 2008

Helen Mirren defende prostituição legal e fala sobre o sex-appeal

Lido no CineCartaz do Público, a propósito do novo filme «Love Ranch», um filme baseado num caso real de um casal que abriu o promeiro bordel legal no Nevada (E.U.A.):
"Helen Mirren não tem dúvidas: a prostituição deveria ser legalizada. «Acho absolutamente que o caminho é a legalização da prostituição, dado o horrível, tremendo tráfico de mulheres e o perigo das raparigas andarem na rua, completamente vulneráveis aos chulos», diz a actriz (...)

O filme, realizado por Taylor Hackford, marido da actriz, e no qual entra também o actor Joe Pesci, conta a história de Joe e Sally Conforte, o casal proprietário do bordel. «Num bordel legal, as mulheres têm uma licença, são protegidas, e os homens que as usam também estão protegidos porque sabem que as raparigas têm exames médicos todas as semanas», afirma Mirren. Numa entrevista à Time, a intérprete de A Rainha, de 62 anos, diz também o que pensa sobre o sex-appeal. «Não acredito que as mulheres percam o chamado sex-appeal. Simplesmente, ele desloca-se para outro campo. O sex-appeal total é para os jovens, não há dúvida. É a natureza. E é assim que deve ser. Mas os homens e mulheres mais velhos quando falam em sex-appeal não me parece que estejam a falar de sexo». Na interpretação de Mirren, eles estão a falar «de algo indefinido que tem a ver com o saber apreciar a vida, a sabedoria e esse tipo de coisas. Devia haver uma palavra especial para descrever isso»."
Pois devia. Sugestões?

9 de abril de 2008

Incesto

Foto: defamer.com.auJá ouviste falar de John e Jenny Deaves, um pai e a sua filha, que vivem maritalmente na Austrália e têm uma filha biológica?
Segundo o blog defamer.com.au, tiveram outro filho mas morreu de doença cardíaca congénita.
Lê a notícia no «Expresso» e depois vem aqui dar a tua opinião.
___________________________
São Rosas: "Que pensas sobre isso, Matahary? Eu nem sei o que pensar..."
matahary: "Por acaso, não penso nada. É lá com eles. Mas, não acho que seja crime, muito menos com direito a prisão perpétua."
Charlie: "A natureza tem mecanismos invisíveis para evitar as relações incestuosas. Procuramos os genes diferentes dos nossos, excepto se não os houver. Algo funciona mal ali."
matahary: "Como houve algo que na natureza funcionou mal, aprisionamos as pessoas para toda a vida? São criminosos? Não me parece. Ninguém fala em aprisionar pedófilos para toda a vida, pois não? E, pelos vistos, nem sempre os filhos destes nascem deficientes (esta é, dizem, a grande razão para condenarem relações entre irmãos, também)."
Charlie: "Minha querida Matahary. A condenação social das relações incestuosas é de antanho e independente de considerações de ordem moral. A consanguinidade arrasta sim complicações de vária ordem. Mas, e à luz duma sociedade pretensamente avançada e baseada em valores humanistas, penso que a prisão é totalmente deslocada. O incesto é certamente um assunto merecedor de trato diverso.
matahary: "Se, por exemplo, os irmãos ou pai/filha, disserem que não querem filhos, qual é o problema, senão moral?"
São Rosas: "Pois... ou se fizerem exames (ao sangue e outros) e não houver incompatibilidades?"
Charlie: "O moral tem duas vertentes: Uma que resulta da nossa convivência de milénios, fundamentado nas leis naturais: Outra é a que deriva de anquilosamentos hipócritas. Sexo entre irmãos não é novidade."
matahary: "E entre pai e filha, é?! Assumida talvez, porque de resto...
Charlie: "Mas não considerando crime, o sexo entre parentes próximos, sou no entanto a considerá-lo um desvio do curso natural: O grito dos nossos genes pede genes diferentes. É das combinações que evoluimos. E quando falo em evolução não me refiro apenas aos enriquecimentos genéticos da nossa prole, mas os duma forma íntima quando encontramos esse alguém que completa a nossa ânsia de sermos mais.
matahary: "Mas, parece-me que aqui, e o caso da Irlanda também, essa coisa da natureza afinal não resultou. Às vezes, fico a pensar se não somos nós que fazemos esta coisa da «natureza», porque «natureza» aqui, quer dizer «natural» e está mais que provado que o que é «normal» aqui, pode não ser na China ou há 1000 anos."
osbandalhos: "O grito dos teus genes pede-te genes diferentes? E o meu que só me pede chá e torradas..."
São Rosas: "E... eles não podem assumir que... não querem fazer evoluir a espécie?"
Charlie: "No limite e levados pela complexidade da nossa etapa de evolução intelectual podemos acreditar e até fingir que o sexo é apenas poesia, independente da propagação da espécie, mas a verdade biológica não é essa. A finalidade verdadeira, animal e fundamental do sexo é a propagação do nosso ser enquanto espécie. É claro, querida São Rosas, que durante os milhões de anos de evolução, o cérebro tomou as rédeas ao instinto. O sexo, supremo prazer, tornou-se voluntário, imagético. Sobrepondo-se - embora não liberto- dos ciclos hormonais. E mesmo por ser mais cérebro que função, é que me espanta que em vez de ser conquista e expansão, se revele nos incestos, um mergulho em si mesmo,um recuo que me traz qualquer coisa a regressão ao estado fetal uterino, como disse: regressivo e contra-natura."
matahary: "Repara: é contra-natura para ti, mas não é para quem está envolvido no assunto. Para esses, contra-natura seria viverem amargurados para o resto da vida sem poderem estar com a pessoa que mais desejam. Se a memória não me falha, em Portugal casamento entre tios/tias e sobrinhos/sobrinhas não é permitido, mas em Espanha já o é. Com certeza que o legislador bem muito boas bases para suportar ambas as Leis, provavelmente, baseadas na natureza. E, notem bem, estou à-vontadinha para falar sobre este assunto, porque, sinceramente, os meus irmãos e pai são homens que não fazem o meu género. Até vou mais longe, eles encarnam tudo o que eu não «escolheria» (e não escolhi) num homem, em todos os aspectos. Mas, posso compreender bem a ausência de liberdade para aqueles que a Lei e os bons costumes não permitem uma relação aberta. Creio, sinceramente, que o «problema» é deles e não tenho que me imiscuir, uma vez que são adultos e têm livre arbítrio.
Nelo (http://afundaçãomelhérescazadebroshefutbolclubepontocome): "Eu asho ca nina Matere teim rasão... Per ezemples, á muinta jente que dis queu çou comtra a natura, mazeu çei du queu goshto e fasso-o mejmo ao natural..."
O Criminoso: "E eu que pensava que o Woody Allen era esquisito... Apetece-me dizer... ÁÁÁRALHUU!"
Charlie: "Bem, e pondo de lado as divagações de tom rosa livre de que o Nelo se envolve, sou a dizer dum modo geral, e em especial à Matahary que somos todos, mas mesmo todos feitos duma selecção de valores de que alguns pensadores chamam de determinista, de tal forma as linhas mestras - que definem as diversas e pretensas excelências, são tal como se fossem pré-programadas por uma inteligência cósmica e superior para a qual caminhamos, irregularmente sim, mas, dizem eles, de forma certa e quase inconsciente, mas sempre por entre avanços, recuos e reprogamações, a caminho duma superconsciência.
Outros pensadores situam-se nos antípodas e toda e existência é um acaso nascido do caos e onde as leis da física universal são apenas meros aspectos menores retirados dum contexto vasto e que servem a estreiteza da nossa compreensão..
As correntes de pensamento são todas perfeitas defendidas em tese, e a perfeição da argumentação é-o de forma transversal e comum a toda essas correntes filo"
A Nónima: "Correntes filo?!"
Dina: "Entre pais biológicos e filhos...acho repugnante!... É certo que o casal em questão não se via há muito tempo, mas, ainda assim... Somos animais como todos os outros, é certo, mas, na minha modesta opinião, a nossa racionalidade deveria, nestas situações, vincar as diferenças. Saliento que este comentário serviu somente para contribuir para o debate, quem sou eu para julgar alguém.
Charlie: "Boa malha, Dina. Para a São: PORRA QUE FICO REFODIDO COM ESTA XARENGA QUE MAL DÁ PARA DOIS PARÁGRAFOS («prontes», já me passou a zanga). Mais logo já escrevo o que tinha no pensamento."
The F Word: "Parece-me que a questão deve ser dividida em dois aspectos. As razões de ordem física, como a consanguinidade e consequentes problemas de saúde da eventual prole, que são de facto incontornáveis. Depois, a parte ética e emocional, que não deve ser vista, na minha modesta opinião, segundo uma óptica social, com regras estabelecidas sobre o «certo e o errado». Acho que cabe aos envolvidos decidir se, apesar dos laços sanguíneos, existem razões muito deles para manterem uma relação deste tipo. A repugnância que sinto ao imaginar uma relação com o meu irmão é apenas minha, não posso, julgo eu, alargá-la a outras pessoas. Assim como não posso decidir acerca de vontades de pessoas adultas, desde que estas não prejudiquem outros que não apenas a si próprios."
Pedro Oliveira: "Sou contra o incesto. Aliás, nunca gostei de basquetebol."
Senhor Pedro Seriamente na Boa: "Acho um nojo."
marido de sogra: "Eu sei de um caso de alguém que se divorciou para casar com a sogra."
toonman: "Tendo em conta o sítio onde a coisa aconteceu, o tipo não se ter casado com uma ovelha já é uma grande ousadia.
Incesto é o que há de mais no outback, e enquanto o resto do mundo andava a gritar «revolução», não se esqueçam que os antípodas ainda gritavam «evolução». A gaja mais próxima morava a 300 km. E o senhor ainda não tinha desenvolvido os polegares oponíveis que lhe permitiam a condução de um veículo automóvel.
Mano 69:
se não cricares na imagem não vês a ponta de um corno (mas podes sempre orientar-te pelo outro)
Pedro Oliveira: "Se eu descobrisse que a Angelina Jolie era minha mãe queria continuar a mamar, mas olhando para o casal da fotografia acho um nojo. ehehheeh"
duke: "Aqui na terrona há uma frase musical de uns camaradas denominados «titãs», década de 80, se a memória não é falha: polícia para quem precisa de polícia."
matahary: "Bom, creio que àcerca de consanguinidade é duvidoso, uma vez que eles têm uma filha perfeita/normal. E não será o único caso. Sobre a racionalidade, a senhora (filha) diz que não o vê como pai. Nós é que os vemos como pai/filha, daí este juízo. Há alguns anos não queriam que casais cegos tivessem filhos, eram até marginalizados, por a sociedade achar que era errado; o certo é que há casais cegos que têm filhos que não o são! Por outro lado, as mulheres de sangue negativo também não deveriam poder casar com homens com sangue positivo, mas casam-se, e mais outros tantos exemplos onde a genética de facto tem influência e nem por isso deixam de fazer a sua vida como pretendem, casar e ter filhos. Aqui, para mim, o assunto é apenas moral."
São Rosas: "Ouvi alguém perguntar: «E quem garante que ele é mesmo o pai dela?...»"
matahary: "Já devem ter feito os testes, não? Se olhares bem para a foto, a cara d'um é o cu do outro."
Dina: "De facto, ela diz que «não o vê como pai». Alguém por acaso já lhe aconselhou uma visita ao oftalmologista?... Se tivesse oportunidade de questionar a senhora, perguntar-lhe-ia se ela também concorda com um futuro envolvimento entre a filha de ambos e o próprio pai/avô?"
matahary: "Não me parece que a pergunta seja essa, porque estás a colocar-te no lugar da mãe dela, ou, no lugar da mulher dele. Aliás, fosse quem fosse, filha ou não, com certeza que a mulher dele não gostaria que o marido fugisse e a deixasse (que foi o que aconteceu, se não estou em erro), certo? Ou seja, ela não gostaria que nenhuma mulher do mundo tivesse um futuro envolvimento com o marido dela, fosse filha, irmã, vizinha ou sogra. Mas, para um povo que raptou tantas crianças de um outro povo, este caso de incesto não é absolutamente nada! Pouca ou nenhuma moral terão para dizer que estão preocupados com a criança nascida desta relação."
Dina: "«Não me parece que a pergunta seja essa...» Ai não?! Oh sorte malvada, não acerto uma!... Opá, Matahary, estás à-vontade para colocar as tuas, né!... Há uma coisa que ainda ninguém disse: tanto homem no mundo, havia necessidade de recorrer a um em 2.ª mão... ou será 1.ª?... Agora fiquei na dúvida..."
Charlie: "Dina, aposto como ele lhe diz: «Ai filha...»"
marido de sogra: "Foto do genro e da sogra casados:"
crica para ampliares o amor entre este genro e esta sogra

5 de abril de 2008

4 de abril de 2008

São Rosas, na luta contra a Sida.

Na revista Tabu, do semanário Sol de 29 de Março último, saiu uma pequena (grande) notícia com o seguinte texto, imagem e título:

'Rosas Não
O Ministério da Saúde brasileiro lançou uma campanha de prevenção da sida, depois de ter constatado um forte aumento da incidência entre a população gay masculina, com idades entre os 13 e os 24 anos. A imagem principal da iniciativa faz lembrar o cartaz publicitário do filme American Beauty. Mas desta vez não são rosas, senhor. São preservativos.'

Aposto, mas não juro, que o governo brasileiro, se inspirou no título cá do blog porcalhoto da nossa São Rosas, para fazer a campanha e o trocadalho.
Só por isso já devia pagar qualquer coisa.
Em todo o caso, nunca é demais lembrar que a Sida existe e mata (injustamente) gente demais todos os dias. O preservativo é uma das formas de evitar propagar o contágio.


AnotaSão
: Em Dezembro de 2007 estavam diagnosticados em Portugal 32.491 casos de infecção de VIH/SIDA, segundo dados disponíveis aqui.

1 de abril de 2008

O erotismo do ensino

Finalmente encontro um artigo sobre o ensino que põe o dedo no grelito: «The Eros of teaching», no blog In Socrates' Wake.
Recomendo a leitura do texto integral, mas deixo-vos algumas ideias de base:
O autor comenta o livro «Love on Campus» de William Deresiewicz, que atraíu alguma discussão no passado verão, ao apresentar "a imagem que a cultura popular alegadamente tem de um professor (homem) de humanidades: um parasita libertino, desmasculinizado e inútil que aprecia o poder de seduzir as suas alunas". Deresiewicz defende que "ensinar é uma actividade quase-erótica que não é correctamente entendida na nossa cultura porque nos faltam recursos conceptuais para entender uma intimidade que não é familiar nem carnal. É uma intimidade da mente. Em alguns casos é mesmo intimidade do espírito".
"A grande maioria dos professores entende que a arte de ensinar consiste, não só de estimular o desejo, mas de o redireccionar para o seu próprio objecto, do professor para o que está a ser ensinado".
"Poderá haver uma cultura menos preparada que a nossa para absorver estas ideias? Sexo é o deus que adoramos mais fervorosamente. Negar que seja o maior dos prazeres é incorrer em blasfémia cultural".
"O que atrai os professores aos estudantes não são os seus corpos mas o seu espírito".
"Sócrates diz no Simposium que o pior de ser-se ignorante é estar-se contente consigo próprio, mas para muitas crianças que vão para a escola, isso ainda não é verdade. Eles reconhecem-se como incompletos e reconhecem, mesmo que só intuitivamente, que o completarem-se vem através de Eros. Por isso procuram professores com os quais possam ter relações e, pela nossa parte, procuramo-los também. Ensinar, afinal, é acerca de relações (...). Sócrates também diz que os laços entre professor e aluno duram uma vida, mesmo quando os dois já não estão juntos. E assim é"
.
Tudo isto é tão distante das discussões que actualmente se fazem a respeito do ensino. A única semelhança é que também envolvem Sócrates!
E nada de melhor que leres agora o conto do Charlie «A aula de Filosofia», que está já a seguir...
Mas antes, o comentário do próprio Charlie: "A circunstância de ter-me sentido toda a vida incompleto e pronto a renovar o espirito através do corpo, e por analogia simétrica, o corpo através do espirito, encontrou neste post um porto de abrigo e ponto para reflexão. Quem tem sede de saber, tem essa angústia de saber-se sempre aquém do descobrir que abre sempre novos caminhos no desconhecido. O desconhecimento da própria ingorância é talvez uma benção para os que são felizes sem o saberem, pese embora a contradição que esta afirmação contém. O professor é o Deus do saber, o aprendiz o espírito virgem , Eros o seu elo de ligação.
O Saber é a penetração fecunda no mundo das ideias, e o moldar do corpo que as contém: Existo e por isso penso- O erro de Descartes- e o saber molda o cérebro, o único verdadeiro órgão sexual de que o género Humano é feito"
.

31 de março de 2008

Amor assim não é uma palavra gasta*

Recomendo que leiam o texto da São Veiga "Amar uma pedra" no seu blog. Ela dedicou esse texto a um tal de PM, mas eu nem sou ciumenta...
Aqui ficam alguns excertos:


"Como em inúmeras coisas da minha vida, isto do sexo sempre foi um assunto ao qual nunca dei grande importância. «Um gajo anda mesmo distraído» pela vida fora e eu nem sei com quê!
Hoje, quando me perguntam de que é que eu sinto mais falta, respondo sempre:
abraçar os “meus-mais-que-tudo” com força
e
nadar nua debaixo de água!
Até sonho com isso! É raro, mas às vezes, até raia o sonho erótico.
(A propósito de erotismo e sonhos molhados (?), também sonho muito com lavar pilhas e pilhas e pilhas de loiça, com muito prazer e muita satisfação, de ver tudo a brilhar, sem me cansar, e dobrar centenas de peças de roupa em montes ordenados e certinhos, muito bem dobradinha, para não ter que a passar a ferro, mas isto é assunto de outra história).
Por incrível que pareça, nunca me lembro de desejar andar, muito menos correr, ou andar de bicla, usar as mãos, falar alto e rápido ou dar sonoras gargalhadas.
Nunca pensei algum dia ficar tão sensível, tão atenta aos sentidos, ao meu corpo, à minha pele, ao contacto físico com os outros!

ELE há coisas com que ELA não pode
Não posso dar «Aquele Abraço Apertado» ao meu Amor e isso faz-me sentir o coração tão apertado como o abraço que lhe não posso dar.
Como fazem as pedras e as árvores para retribuir os abraços que lhes damos? A mim, resta-me escrever-lhe, que também já mal posso falar, embora saiba que nem preciso, que o meu Amor sabe ler os milhares de olhares com que também sempre nos comunicámos (...)
Embora imobilizada, como uma pedra ou uma árvore, sinto cada átomo do meu corpo e agora muito mais intensamente do que nunca, porque dependo sempre de um Outro-Eu para gozar, ter prazer! (...)
Por falar em calores,
com 18 anos, eu e o meu Amor andávamos de bicla e tomávamos banho no Mondego. À noite, acampados, fazíamos uma fogueira e assávamos salsichas espetadas em ramos desfolhados de eucaliptos (...)

7 anos de excelente sexo!
Este é o título que hoje me apetece! Este é o título que me apetece todos os dias, sobretudo desde há cerca de 7 anos para cá, por volta das 16h30m, que eu também pertenço às estatísticas, nessa área da mulher quente/hora escaldante.
E pertenço às estatísticas dos deficientes, dos feios, dos macérrimos (superlativo absoluto sintético erudito do adj. magro), dos reformados por invalidez, dos das pensões de miséria, e dos idosos com 44 anos! Nada erótico, nada erótico!
Mas também sei que pertenço ao grupo dos muito felizes, porque o meu corpo é amado, com paixão, desejo, sexo e emoção.
Realmente, amar-me é muito difícil!
Primeiro, porque sou mulher e, portanto, dou uma trabalheira!
Para me amar, o meu Amor não pode só dizer «Amo-te!» todos os dias.
Tem que me beijar, limpar, lavar, tocar, secar, passar creme, massajar, mudar o tampão, o pensinho, a cueca, beijar, usar dodots, papel higiénico, palpar, pentear, depilar gentilmente as minhas pernas com as gillettes dele, beijar-me, depilar-me com firmeza a cara com a pinça, levantar, baixar, virar... conhecer o meu corpo como a palma da sua mão e usá-lo com todos os sentidos: audição, visão, olfacto, tacto, gosto ou paladar. Posso não me mexer, mas faço amor com os cinco sentidos violentamente despertos! Dizem que o melhor para fazer amor com uma mulher só outra mulher... Não, não é preciso! Basta amor! Mas um amor natural, mental, conversador, sensitivo, sensual, brincalhão, profundo, sexual, pleno de entrega, demorado, físico, paciente, agora mais rápido, mais força, mais ao lado, mais aí...
Que até para os meus momentos mais pessoais, puramente egocêntricos, os meus momentos de prazeres solitários, preciso da intimidade do meu... Outro-Eu!

Amor é a 2
As pessoas deficientes que não têm quem as toque, abrace, beije, mexa, acaricie, estão a morrer! Não da doença, mas da tristeza da solidão da ausência de um abraço apertado.
Tive que ler e concordar, com tristeza, num destes dias:
«Jorge de Sena dizia que, sendo contra a prostituição, era a favor dela para estes casos. Estes e os outros, dos feios/feias e horríveis que (podendo...) teriam que pagar para ter direito a uma vida sexual.» (...)

Eu, Ela y os amantes
Tenho dois amantes descaradíssimos que me mimam só com pornografia (mas, esta sim, da erótica!). Não me faltam um dia que seja e oferecem-me rosas rubras, gargalhadas felizes de palhaços-músicos e
esta t-shirt que é a minha cara chapada.
Eles, os meus amantes, denominam-se AfundaSão e Tunameliches (vd.Google). Durmo com eles todos os dias e como eles sabem que é difícil satisfazer uma mulherárvoredepedra e só vou à bola com «hi-tech, computadores e pénes» – como diz o meu Amor – pediram à Erosfarma (vd.Google), uma amigona deles, que me desse um presente Na Tal 2007! Calculem! Adorei, pois está claro! O que eu usava antes ainda se chamava «massajador facial», comprado pelo catálogo da LaRedoute, tinha 20 anos (um jovem!), mas andava avariado das «pilas» (como lá dizem os espanhóis).
Nestes amantes virtuais encontro os amantes reais que amam como eu ou tu, como nós, como todos vós..."

* como sempre, a Maria Árvore resumiu muito bem o que sentimos quando temos o privilégio de conhecer a São Veiga, minha rica prima por parte da São, e o seu muito-mais-que-tudo-mas-mesmo-tudinho JP.

27 de março de 2008

Durex - «Sandwich»

Na visita dos pais saboreiam a filha...


26 de março de 2008

25 de março de 2008


«Muito tempo sem o ver?»


Publicidade ao Oxygo Gym - ginásio na Noruega

24 de março de 2008

"Sou lésbica. E então?"

Solange F., 31 anos, apresentadora do programa Curto-Circuito, da SIC Radical, é uma das seis mulheres que assumem a sua homossexualidade no artigo de capa da revista Única do jornal Expresso desta semana.
Alguém duvida que a nossa sociedade é um atraso de vida, em que mulheres como estas tenham que se expor por algo que deveria ser simplesmente... natural? Sugiro que leias os comentários ao artigo na página do Expresso.
Quando será que a nossa sexualidade e a dos outros passa a ser vista com naturalidade? Que a sexualidade não seja vista como uma norma, em que tudo o que é diferente do «normal» fica sujeito a dedos apontados e à proibição?
É certamente uma causa pela qual vale a pena lutar.





via blog Villa de Amêijoas

20 de março de 2008

Os pinguins também usam o calor do corpo

Lembras-te de no dia dos Namorados termos visto na Cisterna Especial da Gotinha um video ecologicamente correcto: "Não usem aquecimento, usem o calor do corpo" (com t-shirts sensíveis à temperatura)?
Pois agora há um novo video sobre o mesmo tema, com pinguins. Espera... não são pinguins, são pessoas...

11 de março de 2008

Senhora idosa holandesa contesta a assistência ao domicílio











Anúncio bem provocante do Partido Socialista holandês, em que uma actriz reformada de 86 anos fala da sua experiência com a assistência ao domicílio. Para reduzir despesas, o governo holandês mudou a política de assistência ao domicílio. Em vez de haver um assistente pessoal que os idosos conhecem e em quem confiam, passaram a ter o apoio de diferentes pessoas para os lavar, ajudar a vestir ou limpar as suas casas...

Aqui está o que ela diz no video:
Holandês - "Al jaren word ik bij het wassen geholpen door Connie. Connie is te duur, zeggen ze. Dus nu komt er een vreemde. En daarna weer een andere vreemde. Ik kan me net zo goed voor heel Nederland uitkleden."
Tradução - "Desde há muitos anos, a Connie ajuda-me a lavar-me. A Connie tornou-se muito cara, dizem eles. Uma pessoa estranha está agora a ajudar-me a lavar-me. E na próxima vez será outra pessoa estranha. Qual é a diferença entre isto e despir-me para todo o país?"

Fonte: osocio

8 de março de 2008

8 de Março - um texto da nossa Guida

Cartinha da Guida que recebi ontem à noite:

"São,
Espero que estejas bem, de saúde pelo menos. A minha 'força na verga' vai murcha
Volto a rolar seixos qualquer dia... é uma promessa e, neste caso, é dívida.
Não sei se tens alguma coisa preparada para o dia 8 de Março ou se pensas sequer publicar...
Any way, assim à laia de emoções, vá-se lá saber o que isso é, cá vai um texto meio merdoso meio sei lá, que acabei de escrever sobre o dia 8 de Março (...)
Obrigada só por estares aí...
Beijo da
Guida

‘Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem às operárias, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".
De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo’. (dizem….)

Não gosto particularmente que haja um dia da Mulher. Tenho para mim que a decisão da sua comemoração é uma ideia fascizante. Mas esta é apenas uma opinião e, é claro, ‘as opiniões são como as vaginas… cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-la’ (Herman José).
Todavia, há que aproveitar todas as oportunidades para falar da Mulher, que é amiga, mãe, filha, companheira e que a maioria dos homens sabe tão bem amar.
Não querendo fazer política e ainda assim sendo uma questão incontornável, devemos aproveitar para, aqui no Blog da dama da Blogoesfera, São Rosas, prestar homenagem a todas as Mulheres em geral e, em particular, às professoras em luta, encarregadas de educação, alunas e, até a mãe do Sebastião lá do blog da nossa companheira de teclas F Word.
Gosto em particular duma grande Mulher que é a minha própria mãe, que faz anos hoje e a quem desejo muitos anos de vida com carradas de saúde.
Lembro todas as mulheres que passaram pela minha vida e as que estão comigo ainda.
aFundo um excerto de um poema da Maria Teresa Horta que acho lindíssimo...


Modos de Amar

Modo de amar – I

Lambe-me os seios
desmancha-me a loucura
usa-me as coxas
devasta-me o umbigo

abre-me as pernas
põe-nas nos teus ombros
e lentamente faz o que te digo:

Modo de amar – II

Por-me-ás de borco,
assim inclinada...

a nuca a descoberto,
o corpo em movimento...
a testa a tocar
a almofada,
que os cabelos afloram,
tempo a tempo...

Por-me-ás de borco;
Digo:
ajoelhada...
as pernas longas
firmadas no lençol...
e não há nada, meu amor,
já nada, que não façamos como quem consome...

(Por-me-ás de borco,
assim inclinada...

os meus seios pendentes
nas tuas mãos fechadas.)…

In: astormentas.com

AnotaSão - Vénia à São Rosas, gaja de excepção com sensibilidade rara e que sabe sempre, tão bem, entender uma outra gaja. Bonita tu és, Sãozita."


Vou ali buscar umas cuequitas novas que estas estão todas molhaditas...

7 de março de 2008

6 de março de 2008

Como não hei-de andar sempre ensopadita?


As t-shirts da funda São na página «Comércio em Portugal»


A «Faz-me um bico» e as «John & John» para gaja, do d!o, com natural destaque. E, um dia destes, também os bonecos-vudu*...

* Vodun ou Vodoun (ortografia Beninense; Vodun / Vodum no Brasil; Vodou, Vaudou ou outras ortografias foneticamente equivalentes no Haiti; Vodu ou Vudu em português, porém no Brasil escrito dessa forma tem sentido pejorativo) - Wikipédia

4 de março de 2008

"porque há males que vêm por bem... porque há coisas que se têm que fazer e prantes!" - lady.bug


Os bonecos vudu no blog da lady.bug

"Se a Swatch teve o voodoo love, nós (n'a funda são) temos outro tipo de bonecos que permitem a canalização das energias voodícas para os pontos certos (G incluído)...
A São está a aceitar reservas..."
blog all about.little.lady.bug

E depois admiram-se que eu ande sempre ensopadita... hmmm...

1 de março de 2008

frasquinho chinês de perfume pintado por dentro com figuras eróticas

Finalmente consegui comprar para a minha colecção um frasquinho destes, que acho que têm ainda mais mérito que aqueles gajos que conseguem lamber um umbigo... por dentro!


Chinesinha a pintar um frasco por dentro,
com outros ao lado já acabados

Para que entendam melhor: a pintura interior é uma arte tradicional chinesa. O artesão usa um pequeno pincel curvo para pintar a parede interior de objectos em vidro, cristal, âmbar, etc. Quando está a pintar, o artesão enche os pulmões de ar e, com o máximo cuidado, usa o seu punho e os dedos para pintar o que pretende, de forma invertida. A partir de agora, também há disto na minha colecção: