24 de fevereiro de 2009

23 de fevereiro de 2009

Vão ao Estúdio Raposa

e deliciem-se ouvindo Luis Gaspar a apresentar-nos E. M. de de Melo e Castro e a ler-nos cinco poemas do livro «Sim... Sim!». Um deles é este:


"mais difícil é falo
que falá-lo
mais difícil é língua
do que lua
mais difícil é dado
do que dá-lo
mais difícil vestida
do que nua
mais fácil é o aço
do que achá-la
mais fácil é dizê-la
que contê-la
mais fácil é mordê-la
que comê-la
mais fácil é aberta
do que certa
nem difícil nem fácil
nem aço nem licor
nem dito nem contacto
nem memória de cor
só mordido só tido
só moldado só duro
só molhada de escuro
só louca de sentido
fácil de falá-lo
difícil de contê-lo
o melhor é calá-lo
o melhor é fodê-lo

E. M. de de Melo e Castro"

22 de fevereiro de 2009

Comunicado da Maria Árvore À Nação Blogoesférica*

"Informação recolhida pelo Yahoo e outros motores de busca não deixa dúvidas de que o regime cheziano continua a possuir e esconder armas mortíferas. O blogue tem um historial de rude agressão aos comportamentos masculinos, em geral, e aos valores socialmente aceites e politicamente correctos de falta de igualdade entre os sexos, em particular. Acresce que tem sido ajudado por outros blogueres terroristas, incluindo operacionais d'A Funda São. O perigo é claro: usando a química do sexo e as consequentes respostas biológicas e quiçá, um dia, nucleares por se alojarem no cérebro de forma humorada, estes terroristas anónimos poderiam concretizar as suas ambições de divulgar o direito ao prazer como natural e lícito junto de milhares de inocentes do nosso país e até doutros incautos que demandam blogues nacionais.
À medida que a nossa coligação de comentadores conceituados lhes retirar o poder, assinalando-os sistematicamente na barra de navegação da Blogspot, iremos distribuir toda a informação e entretenimento adequado de que precisam. Iremos desmontar este aparato de um espaço onde tudo parece possível e ajudaremos a construir uma nova blogoesfera próspera, segura e livre. Na blogoesfera livre de sarilhos não haverá mais guerras de agressão a pessoas socialmente reconhecidas pelo seu bom nome na praça nem mais fábricas de venenos sobre o modo de viver tuga em geral. O dia da vossa libertação está perto.

* post inspirado na declaração de Bush de 17 de Março de 2003 anunciando o ataque iminente ao Iraque"

Maria Árvore

21 de fevereiro de 2009

«Oeuvres Badines» - Alexis Piron, 1832

A minha compra mais fresquinha... é de 1832:



19 de fevereiro de 2009

O Grande Atlas do Sexo


«Human Sex Map»

Que excelente ideia teve Franklin Veaux: desenhou e publicou na internet um grande Atlas da Sexualidade Humana que tenta mapear todas as práticas sexuais, de uma forma interactiva. Podes marcar e guardar todos os pontos que já experimentaste e aqueles que gostarias de tentar.
Torna-se também uma excelente oportunidade para aprendermos fantasmas que possamos ainda desconhecer, como a dacrylagnia (lacrimofilia, prazer em ser-se aspergido pelas lágrimas do parceiro ou então por vê-lo a humedecer os olhos).









Quem quiser este mapa em versão impressa (poster) pode fazer a pré-reserva aqui.

18 de fevereiro de 2009

Cardeal D. José Saraiva Martins diz que...

... homossexualidade "não é normal".

E usa o argumento da Bíblia: "A homossexualidade não é normal, temos que dizê-lo (...) Não é normal no sentido de que a Bíblia diz que quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher. É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio sempre professado pela igreja".

Sem querer entrar na questão de onde começa e acaba a normalidade, parece-me bem mais anormal - pelo menos em termos estatísticos - ser padre... ou mais ainda bispo... ou muito mais ainda cardeal. Ou Deus criou estas figuras quando criou o ser humano... criando o homem e a mulher?
__________________
O Sou Burro vê tudo noutra óptica, como sempre... e lá tem a sua razão:
"A melher tem razão!
D. José Saraiva Martins diz que homossexuais não podem dar uma educação normal às crianças.
E se o miúdo se portar mal? Na cara não se deve bater, nas mãos não dá jeito, sobra o rabo, um homossexual a dar umas palmadas no rabo ao filho pode ser entendido como preliminares.
...para além de que chamar parva e melhéri a um rapaz não é o mais correcto."

Ou, na óptica do "Homossexual? Saia da frente!", como bem observa o Henrique Monteiro:

O Charlie vai mais longe... a sério: "As Religiões, entendidas cada uma per si como produto final, plenas e completas na sua doutrina, surgem filhas dessa profunda inquietação do Homem, contemporânea da alvorada da sua consciência.
Os Deuses confrontam os seus domínios com as franjas do entendimento. Não num recuo perante a ciência mas num eterno alargar de fronteiras, onde paradoxalmente e como consequência natural desse entendimento, Deus se remete e dilui no mais profundo Universo do mistério e da Razão Vital.
Na base de toda a interrogação científica está sempre o sentimento de maravilha perante o desconhecido e que as Religiões sublimaram e consubstanciaram num compasso de espera da História, chamando a esse momento de Revelação e Verdade.
Eis então como um ou muitos instantes dum vislumbrar se pervertem ao estratificado.
Como podem as Religiões evoluir?
Não podem!
Apenas encontram respostas para instantes que são, para o Homem, momentos idos dum caminhar sem fim.
À inquietação e à pergunta respondem com a perfeição do argumento final e não com respostas que remetem para novas perguntas. O imobilismo é o seu enquadramento e ambiente natural.
Cientes de que a adaptação progressiva ao longo dos tempos lhe anula os dogmas e lhes dilui o sentido e razão de ser, reúnem-se à volta dos preceitos fundamentalistas: um desespero onde longe vai o sentimento de maravilha para ser substituído na íntegra pelo sentimento de posse.
Não cabe mais perguntar para quem é bafejado com a revelação da Verdade absoluta."

13 de fevereiro de 2009

Aviso da Agent Provocateur para os namorados

«Love me tender, or else...»



E, já agora, ficam aqui umas sugestões de prendinhas para as vossas namoradas.

6 de fevereiro de 2009

“A Vergonha pode matar a loiça das Caldas” - um artigo do Jornal das Caldas

O Jornal das Caldas publicou em 21 de Janeiro de 2009 um artigo sobre a visita de alunos do segundo ano do Curso Profissional Técnico de Turismo (11º G) da Escola Rafael Bordalo Pinheiro à oficina de louça malandreca das Caldas do casal nosso conhecido Francisco Agostinho e esposa.
A visita foi feita no "âmbito de um trabalho de grupo desenvolvido por cinco colegas da disciplina de Técnicas de Acolhimento e Atendimento Turísticos" que a professora Maria Ximenes em boa hora apoiou.
"Os alunos, Francisco Sábio, de 17 anos, Rita Bernardes, de 18, João Reis, de 16, Flávia Jesus, de 17, e Nuno Coto, de 16, esperam que com este trabalho que os caldenses se voltem mais para as suas raízes e tradições. “Os caldenses deveriam explorar este artesanato regional, que está sub-aproveitado. É um símbolo da cidade que não é tão utilizado como deveria ser e não devíamos ter vergonha desta tradição que existe”, comentaram."
No entanto, "aos 69 anos, o “Chico das Pichas” mostra-se preocupado com o futuro desta actividade porque os filhos não quiseram seguir a sua profissão e há pouca gente a interessar-se por esta tradição erótica das Caldas".
Se depender de nós, não acabará. Daqui o nosso abraço para o sr. Francisco Agostinho e para a D. Cassilda Figueiredo, que tão bem nos receberam na nossa visita à oficina, em Novembro de 2008, onde o Raim lhes ofereceu uma ilustração feita por ele e o Charlie cantou um fado de sua autoria, posteriormente ilustrado pelo Raim:


«A Lenda Oculta das Caldas e o Chico das Piças»

2 de fevereiro de 2009

"Power of the Crunch"

28 de janeiro de 2009

Jogo de cartas - «Les 7 Familles Galipettes»

Baseado na "trilogia erótico-agrícola de Pertuzé - Galipettes, Culbutes & Capotages" este é um jogo de cartas delicioso com elementos de sete famílias, qual deles o mais tarado.
Aqui vos mostro alguns exemplares (só para adultos): Quatro cartas e mais quatro.

24 de janeiro de 2009

Durex - as cegonhas que mudem de actividade





Enviado por Lamatadora para o grupo de mensagens da funda São, que já tem 590 membros e membranas.

A Durex percebe de balões


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visto aqui

20 de janeiro de 2009

Surpresa!

Um dia na vida de uma vagina

13 de janeiro de 2009

12 de janeiro de 2009

Bebe como se fosse leite

10 de janeiro de 2009

Livro «Sex» de Madonna - versão francesa

Já há uns anos tinha comprado a versão norte-americana deste livro com capa metálica em que a Madonna se mostra em muitas fotografias eróticas que entretanto já deram várias voltas ao mundo.
Agora tenho também a versão francesa... hmmm...




Algumas páginas interiores (só para adultos): 1, 2 e 3

5 de janeiro de 2009

1 de janeiro de 2009

«La Maison Tellier» de Guy de Maupassant - 1883

Neste livro, Guy de Maupassant escreve sobre a pensão Tellier, uma casa de meninas dirigida por uma viúva.
Excertos de uma crítica de Harold Bloom (pp. 32 e seguintes):
"Madame Tellier, respeitável camponesa normanda, administra sua casa como quem gere uma hospedaria ou um colégio interno. As suas seis operárias do sexo (como hoje seriam chamadas por alguns) são descritas por Maupassant com atenção e carinho, e o autor enfatiza a paz que predomina no estabelecimento em virtude da aptidão da Madame para a conciliação, além de seu constante bom humor.
Numa noite de Maio, os frequentadores habituais da casa decepcionam-se diante de uma placa: «FECHADO PARA PRIMEIRA COMUNHÃO». A Madame e as suas funcionárias haviam saído, para assistir à Primeira Comunhão de uma sobrinha, afilhada da Madame. A Primeira Comunhão torna-se um evento extraordinário, pois a emoção das prostitutas, ao relembrar a própria infância, é contagiante, e leva toda a congregação a debulhar-se em lágrimas. O padre proclama a descida do Santo Cristo e agradece, enfaticamente, a presença de Madame Tellier e a sua equipa. Após uma alegre viagem de volta ao bordel, mais dedicadas e animadas do que nunca, a Madame e as suas pupilas retomam as costumeiras actividades nocturnas. «Não é sempre que temos o que celebrar», afirma Madame Tellier, concluindo a história, e só mesmo um leitor muito desenxabido declinaria de com ela celebrar. Pelo menos dessa vez, o discípulo de Schopenhauer liberta-se da sombria reflexão sobre a relação entre sexo e morte. (...) Essa história normanda tem calor, riso, surpresa e até mesmo um certo quê de espiritualidade. O êxtase pentecostal que incendeia a congregação é tão autêntico quanto o pranto das prostitutas que o inflama. A ironia de Maupassant é sensivelmente menos mordaz (e menos subtil) do que a do mestre Flaubert. No espírito shakespeariano, o conto é picante, mas não obsceno; engrandece a vida, e não diminui ninguém."
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