... e ouçam uma "hora com mais alguns minutos" de poesia erótica declamada por Luis Gaspar, como só ele sabe:
Três Marias (Novas cartas portuguesas), Abu Novas, Bíblia (Cânticos dos Cânticos), David Mourão-Ferreira, Maria Teresa Horta, Carlos Drummond de Andrade, Manuela Amaral, Carlos Drummond de Andrade (de novo), Natália Correia, David Mourão-Ferreira (de novo), Antero de Quental e Ovídio.
Ah! E conheçam pessoalmente o Luis Gaspar neste video (QuickTime) com um excerto de um programa da SIC Notícias. Charmoso, o rapaz...
11 de abril de 2009
9 de abril de 2009
E até brincam com a colecção!
Tinha-vos dito que a «Gazeta das Caldas» publicou no dia 27 de Março uma reportagem sobre uma colecção particular de arte erótica. O que recebi agora foi outro artigo do mesmo jornal, desse mesmo dia, tendo como pretexto essa colecção para pregar aos seus leitores uma partida do 1º de Abril. E o desmentido da semana seguinte.

A reportagem.

A "notícia" da colecção ir para Óbidos.

O desmentido.

A reportagem.

A "notícia" da colecção ir para Óbidos.

O desmentido.
8 de abril de 2009
Pêra rocha
Catrapisquei-a na zona da restauração que aquele cu de pêra rocha bamboleava nos olhos de qualquer um até nos deixar tontos. Estava sempre metida nas saladas e demais coisas verdes a apregoarem saúde vivinha da costa embrulhada nos nomes belight, vitagirassol ou vitaminas em contraste com as minhas migas com entrecosto ou o suculento arroz de pato a escorrer de enchidos.
Um dia tive a felicidade das mesas do redondel estarem apinhadas e pedi-lhe licença para me sentar na cadeira vaga da sua mesa. Já sentado percebi que por trás do tabuleiro dela estavam duas fabulosas pêras rochas encaixadas num decote em bico onde pendia mesmo no espacito do meio uma grande cruz a abarrotar de pedrinhas brilhantes que me hipnotizava de tal forma que até desejei ser nela crucificado mas com os dedinhos dos pés soltos.
Indiferente aos meus desejos ela só fixava o olhar no meu tabuleiro estarrecida com as pataniscas com arroz de feijão e a garrafita de tinto e vá de desfiar um rosário contra os fritos e os excessos alimentares gordurosos perante a minha mudez sorridente. Em jeito de cumplicidade até rematou que a gordura acumulada podia impedir o regular funcionamento de alguns órgãos que os homens consideram essenciais. E face à minha pacatez de ouvidos abertos avançou a catequizar-me nos benefícios de beber água às refeições, de não fumar e de praticar ginástica nos inúmeros e eficazes ginásios que agora existem em todo o lado, inclusive ali no Centro.
Mais do que o vinho me aquecia os pés o calor do peito dela irradiava-me a zona testicular e antes que as proteínas se acumulassem em demasia sempre lhe disse que era uma pena não morrermos gastos como solas de sapatos que os coitados dos bichos decompositores ficavam com uma trabalheira desgraçada para fincar os dentes na carne ainda rijinha.
Um dia tive a felicidade das mesas do redondel estarem apinhadas e pedi-lhe licença para me sentar na cadeira vaga da sua mesa. Já sentado percebi que por trás do tabuleiro dela estavam duas fabulosas pêras rochas encaixadas num decote em bico onde pendia mesmo no espacito do meio uma grande cruz a abarrotar de pedrinhas brilhantes que me hipnotizava de tal forma que até desejei ser nela crucificado mas com os dedinhos dos pés soltos.
Indiferente aos meus desejos ela só fixava o olhar no meu tabuleiro estarrecida com as pataniscas com arroz de feijão e a garrafita de tinto e vá de desfiar um rosário contra os fritos e os excessos alimentares gordurosos perante a minha mudez sorridente. Em jeito de cumplicidade até rematou que a gordura acumulada podia impedir o regular funcionamento de alguns órgãos que os homens consideram essenciais. E face à minha pacatez de ouvidos abertos avançou a catequizar-me nos benefícios de beber água às refeições, de não fumar e de praticar ginástica nos inúmeros e eficazes ginásios que agora existem em todo o lado, inclusive ali no Centro.
Mais do que o vinho me aquecia os pés o calor do peito dela irradiava-me a zona testicular e antes que as proteínas se acumulassem em demasia sempre lhe disse que era uma pena não morrermos gastos como solas de sapatos que os coitados dos bichos decompositores ficavam com uma trabalheira desgraçada para fincar os dentes na carne ainda rijinha.
Maria Árvore
5 de abril de 2009
Faz-me outra, Santinho!
Em vez de irmos dar os calos à pisadela das multidões convidei-o para um Alvarinho borbulhante em minha casa convencendo-o de que nem todas as tradições francesas se devem manter e que à bruta, havia opções mais interessantes.
Começámos pela mesa que umas nozes trincadas a dois, cada qual com a sua pontinha, e uns pinhões gorgolejados para o bico do outro como os passarinhos fazem às crias podem ser muito afrodisíacas e induzir as mãos a passearem-se discretamente pelas pernas do outro até incontidas se levantarem ao alto do pescoço a vergar a cabeça do outro de encontro à nossa boca para um saracotear de línguas.
Só que as cadeiras da mesa de serviço eram pouco espaçosas e rumámos para o sofá, mais amplo para abraços apertados e estreito o suficiente para apenas cabermos lá deitados um sobre o outro e onde à meia noite dei mais de doze passas nas suas esponjosas protuberâncias enquanto ele me escorropichava o cálice e não sei se por causa do fogo de artifício que se reflectia nos vidros da janela se por mor da sua língua que me enxugava até à última gota tive a nítida sensação de ver estrelinhas.
Quando recuperei o fôlego sugeri a continuação dos festejos levando-me para o quarto ou até para a casa de banho e assim dar sentido ao facto de ser a sua psp.
Começámos pela mesa que umas nozes trincadas a dois, cada qual com a sua pontinha, e uns pinhões gorgolejados para o bico do outro como os passarinhos fazem às crias podem ser muito afrodisíacas e induzir as mãos a passearem-se discretamente pelas pernas do outro até incontidas se levantarem ao alto do pescoço a vergar a cabeça do outro de encontro à nossa boca para um saracotear de línguas.
Só que as cadeiras da mesa de serviço eram pouco espaçosas e rumámos para o sofá, mais amplo para abraços apertados e estreito o suficiente para apenas cabermos lá deitados um sobre o outro e onde à meia noite dei mais de doze passas nas suas esponjosas protuberâncias enquanto ele me escorropichava o cálice e não sei se por causa do fogo de artifício que se reflectia nos vidros da janela se por mor da sua língua que me enxugava até à última gota tive a nítida sensação de ver estrelinhas.
Quando recuperei o fôlego sugeri a continuação dos festejos levando-me para o quarto ou até para a casa de banho e assim dar sentido ao facto de ser a sua psp.
4 de abril de 2009
Com cartas assim joga-se com outra disposição
Recebidinho de fresco na minha colecção, este magnífico jogo de cartas: «Erost», de Eric Provoost. Todas as cartas têm um desenho diferente... e qual deles o melhor. Um mimo... e eu que adoro miminhos...
(imagens só para adultos)
> A caixa
> A carta com a tiragem
> O quatro de copas
> A dama de copas
> Um dos jokers
(imagens só para adultos)
> A caixa
> A carta com a tiragem
> O quatro de copas
> A dama de copas
> Um dos jokers
3 de abril de 2009
la vida es un bolero
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a vida é
um
bolero
destempero
ávida
de Eros
a vida é
e as palavras são
um bolero
destempero
ávidas
de Eros
as palavras são
o que a vida é
dá-me a tua mão
segue-me o pé
e as palavras são
o que a vida é
- Fotografia obtida na exposição de João Vieira - As Imagens das Palavras - no CCB. Bailarinos: Graciana Romeo e Juan Caprioti. Poema inspirado no tema La Vida Es Un Bolero, penetrável de João Vieira (2008).
OrCa
1 de abril de 2009
O sopro da satisfação
Ele chegou com um embrulho alongado e a palpitação abre, abre, abre de quem não cabia em si de contente. Satisfiz-lhe o desejo e dei de caras com uma embalagem onde dizia fatboy waterproof e ainda antes que o desembrulhasse completamente já ele gabava os 21 centímetros de comprimento da oferta mais os quatro centímetros e meio de diâmetro que doravante não me havia de faltar nadinha.
Certamente se sentia agora realizado com a pila que sempre achara ser seu direito desde as primeiras aguadilhas nocturnas da adolescência e tal e qual um pai que oferece uma PlayStation piscava-me o olho e repetia a interrogação muito afirmativa do bora lá experimentar.
Desmanchei-me às gargalhadas pela semelhança com os de litro das Caldas e perguntei-lhe se não havia maior lá na loja a que ele respondeu prontamente que não pois tivera o cuidado de verificar esse pormenor que era para ele da maior importância.
E antes que sem recuo transformasse a minha betesga no Túnel do Rossio meti o indicador direito à boca e chupei a falangeta sem despegar os olhos dele. Abanei as ancas para a saia de elástico tombar no chão e desandei as cuecas com a mão esquerda para com o indicador previamente molhado massajar o clítoris em círculos e num beijinho demoradamente mimado nos lábios lhe soprar que o pequenino é mais bonitinho.
Certamente se sentia agora realizado com a pila que sempre achara ser seu direito desde as primeiras aguadilhas nocturnas da adolescência e tal e qual um pai que oferece uma PlayStation piscava-me o olho e repetia a interrogação muito afirmativa do bora lá experimentar.
Desmanchei-me às gargalhadas pela semelhança com os de litro das Caldas e perguntei-lhe se não havia maior lá na loja a que ele respondeu prontamente que não pois tivera o cuidado de verificar esse pormenor que era para ele da maior importância.
E antes que sem recuo transformasse a minha betesga no Túnel do Rossio meti o indicador direito à boca e chupei a falangeta sem despegar os olhos dele. Abanei as ancas para a saia de elástico tombar no chão e desandei as cuecas com a mão esquerda para com o indicador previamente molhado massajar o clítoris em círculos e num beijinho demoradamente mimado nos lábios lhe soprar que o pequenino é mais bonitinho.
Maria Árvore
30 de março de 2009
A malta do IMAGO é fixe!
Já aqui vos contei da próxima edição do IMAGO - a décima - que decorrerá entre 26 de Setembro e 5 de Outubro.
Achei excelentes os folhetos (com um buraco multi-usos) e os chupa-chupas caralhinhos de chocolate. Pois o Sérgio, da cooperativa Cinemajovem, fez-me chegar esses meios promocionais e ainda três pins com o logotipo do evento e uma lâmpada isqueiro com a inscrição «get hot at ImagoFilmFest.com». E a minha colecção ganha mais umas peças de publicidade erótica.
Tantos miminhos deixam-me molhadinha... e ainda mais convencida que o 12º Encontra-a-Funda será por terras do Fundão...


Achei excelentes os folhetos (com um buraco multi-usos) e os chupa-chupas caralhinhos de chocolate. Pois o Sérgio, da cooperativa Cinemajovem, fez-me chegar esses meios promocionais e ainda três pins com o logotipo do evento e uma lâmpada isqueiro com a inscrição «get hot at ImagoFilmFest.com». E a minha colecção ganha mais umas peças de publicidade erótica.
Tantos miminhos deixam-me molhadinha... e ainda mais convencida que o 12º Encontra-a-Funda será por terras do Fundão...


Temas:
Colecção
28 de março de 2009
Mas este gajo não pára?!
Este tal de Paulo Moura apareceu há duas semanas com uma carta ao Correio dos Leitores do jornal «Gazeta das Caldas». No «Expresso» da semana passada saiu um artigo sobre a louça malandra das Caldas em que referiam que "recentemente, um coleccionador de Coimbra sugeriu a criação de um Museu do Erotismo nas Caldas".
E na passada sexta-feira a «Gazeta das Caldas» publicou um extenso artigo com uma reportagem com esse gajo que me anda a imitar e, mais estranho ainda, é indicado como co-autor deste meu blog quando ele - garanto-vos - nunca pôs cá os pés!
“As Caldas da Rainha era a cidade ideal para se criar um Museu do Erotismo”
"Tem a maior colecção de objectos eróticos do país e já propôs ao presidente da Câmara das Caldas cedê-la para integrar o museu português do erotismo, à semelhança do que existe noutro países. A cidade da tradição cerâmica tem condições ímpares para isso, afirma Paulo Moura, gestor, que guarda na sua casa, em Coimbra, um invulgar acervo que merece ser exposto.
“O que para mim é importante é desmistificar todos os tabus e preconceitos ligados ao erotismo e apresentá-lo como algo o mais natural possível”. Paulo Moura, 48 anos, licenciado em Economia, com obra publicada na área da Gestão, é casado, tem duas filhas e até prefere não ser fotografado. Tem um hobby que começou como brincadeira – coleccionar tudo o que tenha a ver com o erotismo, actividade a que se dedica nas horas vagas, a par da participação num blogue de que é co-autor e que se chama “a funda São”.
“Quando estava na tropa trouxeram-me umas ampolas de vidro com uns motivos eróticos no interior, uns bonecos muito perfeitos, uma verdadeira obra de arte, que vim a saber mais tarde que eram de um vidreiro da Marinha Grande que, após o trabalho na fábrica, fazia aquilo em casa”. (Como os caldenses se recordam estes objectos eram fabricados na cidade vidreira para serem vendidos nas Caldas durante a ditadura, uma vez que nesta cidade havia uma espécie de tolerância para este género de actividade.)
Foi este o início de uma colecção que o então aspirante miliciano não imaginava que viesse a somar, anos mais tarde, milhares de artigos entre peças históricas, revistas, livros, cartazes de cinemas, brindes publicitários, relógios, amuletos, artesanato, desenhos originais, mecanismos, amuletos, moedas e até pacotes de açúcar e chávenas de café.
Um espólio amontoado em dois anexos de uma vivenda nos arredores de Coimbra, no qual predominam, naturalmente, as peças em cerâmica. Ex-gestor das Faianças Subtil nas Caldas da Rainha, Paulo Moura, conhece a cidade e engrossou a sua colecção com típico artesanato caldense.
Há dois anos propôs ao presidente da Câmara ceder a sua colecção para um Museu do Erotismo nas Caldas através de um protocolo onde ele próprio pudesse também ter algum grau de envolvimento.
“Vender isto está fora de questão, até porque é uma tarefa sempre inacabada”, diz. “Mas doá-la, cedê-la, emprestá-la, enfim, arranjar uma maneira de a mostrar ao público era algo de que gostaria porque seria o início de um projecto que ainda por cima pode ser rentável”.
O coleccionador já teve uma proposta para fazer algo idêntico em Albufeira, num negócio que beneficiaria do vasto mercado turístico algarvio. “Mas é muito longe e eu não poderia participar... Acho que as Caldas é que era o sítio ideal para expor isto”, reafirma, descartando qualquer intenção de protagonismo. “Assumidamente, o meu único interesse é divulgar a colecção”, diz de forma peremptória.
Paulo Moura concebe este projecto instalado numa casa de habitação no centro das Caldas. “Nada de armazéns e de espaços amplos onde isto se perca. Tem de ter o seu quê de intimista, com salas temáticas, uma biblioteca, uma loja e zonas para fazer exposições temáticas”, refere. Uma das ideias era integrar no museu uma oficina de artesanato que reuniria alguns artesãos, onde estes poderiam trabalhar ao vivo.
Erotismo é o amor pelo sexo
Mas afinal o que é o erotismo? Entre tantos objectos, quais são dignos de figurar num museu?
O coleccionador não gosta da palavra “museu” porque tem associada uma carga pesada, voltada para o passado. Prefere falar numa Colecção ou Exposição do Erotismo. E quanto à definição prefere uma abordagem simples: “Erotismo é o amor pelo sexo; pornografia é o sexo pelo sexo”.
Lapidar. Apesar do seu blogue “a funda São” ter conteúdos que oscilam entre uma coisa e outra pois as fronteiras nem sempre são fáceis de estabelecer.
Em Paulo Moura, o que mais lhe agrada são as inúmeras ramificações a que o tema erotismo se presta e que são bem patentes na sua colecção.
Há o óbvio: as peças de escultura e de artesanato, as estatuetas vindas da Indonésia, Nova Guiné, Venezuela, Índia, Brasil, Tailândia e ...das Caldas. Mas há objectos arqueológicos romanos autênticos e também réplicas. Há peças em marfim, em porcelana, em madeiras nobres e também muita coisa em plástico.
Depois há os livros e revistas. Banda desenhada erótica do séc. XIX, edições de respeitáveis publicações dedicadas ao sexo, há poesia e romances, há abordagens históricas, fotográficas, um sem número de ângulos e formas de abordagem destas temáticas.
Há artigos da Letónia e porcelana russa, frascos de perfume da China, chávenas de café portuguesas. E também velhos películas para ver em Super 8, filmes VHS, imagens a preto e branco em vários suportes.
E descobre-se que há também objectos, cartazes, utensílios do nosso dia a dia aos quais não atribuímos nenhum significado erótico, mas que, aqui, fazem todo o sentido. Afinal, a publicidade e o marketing não têm exactamente como objectivo fomentar o desejo? E quantas mensagens subliminares não estão presentes em inúmeros sacos, posters, embalagens e nos próprios objectos?
Com um valor superior a 200 mil euros, parte desta colecção permanece encaixotada, sendo muitos os objectos e livros que se não vêem.
À espera, talvez, de uma cuidada selecção e catalogação a fim de figurarem num espaço aberto ao público. Nas Caldas da Rainha...?
Carlos Cipriano"
E na passada sexta-feira a «Gazeta das Caldas» publicou um extenso artigo com uma reportagem com esse gajo que me anda a imitar e, mais estranho ainda, é indicado como co-autor deste meu blog quando ele - garanto-vos - nunca pôs cá os pés!
“As Caldas da Rainha era a cidade ideal para se criar um Museu do Erotismo”
"Tem a maior colecção de objectos eróticos do país e já propôs ao presidente da Câmara das Caldas cedê-la para integrar o museu português do erotismo, à semelhança do que existe noutro países. A cidade da tradição cerâmica tem condições ímpares para isso, afirma Paulo Moura, gestor, que guarda na sua casa, em Coimbra, um invulgar acervo que merece ser exposto.
“O que para mim é importante é desmistificar todos os tabus e preconceitos ligados ao erotismo e apresentá-lo como algo o mais natural possível”. Paulo Moura, 48 anos, licenciado em Economia, com obra publicada na área da Gestão, é casado, tem duas filhas e até prefere não ser fotografado. Tem um hobby que começou como brincadeira – coleccionar tudo o que tenha a ver com o erotismo, actividade a que se dedica nas horas vagas, a par da participação num blogue de que é co-autor e que se chama “a funda São”.
“Quando estava na tropa trouxeram-me umas ampolas de vidro com uns motivos eróticos no interior, uns bonecos muito perfeitos, uma verdadeira obra de arte, que vim a saber mais tarde que eram de um vidreiro da Marinha Grande que, após o trabalho na fábrica, fazia aquilo em casa”. (Como os caldenses se recordam estes objectos eram fabricados na cidade vidreira para serem vendidos nas Caldas durante a ditadura, uma vez que nesta cidade havia uma espécie de tolerância para este género de actividade.)
Foi este o início de uma colecção que o então aspirante miliciano não imaginava que viesse a somar, anos mais tarde, milhares de artigos entre peças históricas, revistas, livros, cartazes de cinemas, brindes publicitários, relógios, amuletos, artesanato, desenhos originais, mecanismos, amuletos, moedas e até pacotes de açúcar e chávenas de café.
Um espólio amontoado em dois anexos de uma vivenda nos arredores de Coimbra, no qual predominam, naturalmente, as peças em cerâmica. Ex-gestor das Faianças Subtil nas Caldas da Rainha, Paulo Moura, conhece a cidade e engrossou a sua colecção com típico artesanato caldense.
Há dois anos propôs ao presidente da Câmara ceder a sua colecção para um Museu do Erotismo nas Caldas através de um protocolo onde ele próprio pudesse também ter algum grau de envolvimento.
“Vender isto está fora de questão, até porque é uma tarefa sempre inacabada”, diz. “Mas doá-la, cedê-la, emprestá-la, enfim, arranjar uma maneira de a mostrar ao público era algo de que gostaria porque seria o início de um projecto que ainda por cima pode ser rentável”.
O coleccionador já teve uma proposta para fazer algo idêntico em Albufeira, num negócio que beneficiaria do vasto mercado turístico algarvio. “Mas é muito longe e eu não poderia participar... Acho que as Caldas é que era o sítio ideal para expor isto”, reafirma, descartando qualquer intenção de protagonismo. “Assumidamente, o meu único interesse é divulgar a colecção”, diz de forma peremptória.
Paulo Moura concebe este projecto instalado numa casa de habitação no centro das Caldas. “Nada de armazéns e de espaços amplos onde isto se perca. Tem de ter o seu quê de intimista, com salas temáticas, uma biblioteca, uma loja e zonas para fazer exposições temáticas”, refere. Uma das ideias era integrar no museu uma oficina de artesanato que reuniria alguns artesãos, onde estes poderiam trabalhar ao vivo.
Erotismo é o amor pelo sexo
Mas afinal o que é o erotismo? Entre tantos objectos, quais são dignos de figurar num museu?
O coleccionador não gosta da palavra “museu” porque tem associada uma carga pesada, voltada para o passado. Prefere falar numa Colecção ou Exposição do Erotismo. E quanto à definição prefere uma abordagem simples: “Erotismo é o amor pelo sexo; pornografia é o sexo pelo sexo”.
Lapidar. Apesar do seu blogue “a funda São” ter conteúdos que oscilam entre uma coisa e outra pois as fronteiras nem sempre são fáceis de estabelecer.
Em Paulo Moura, o que mais lhe agrada são as inúmeras ramificações a que o tema erotismo se presta e que são bem patentes na sua colecção.
Há o óbvio: as peças de escultura e de artesanato, as estatuetas vindas da Indonésia, Nova Guiné, Venezuela, Índia, Brasil, Tailândia e ...das Caldas. Mas há objectos arqueológicos romanos autênticos e também réplicas. Há peças em marfim, em porcelana, em madeiras nobres e também muita coisa em plástico.
Depois há os livros e revistas. Banda desenhada erótica do séc. XIX, edições de respeitáveis publicações dedicadas ao sexo, há poesia e romances, há abordagens históricas, fotográficas, um sem número de ângulos e formas de abordagem destas temáticas.
Há artigos da Letónia e porcelana russa, frascos de perfume da China, chávenas de café portuguesas. E também velhos películas para ver em Super 8, filmes VHS, imagens a preto e branco em vários suportes.
E descobre-se que há também objectos, cartazes, utensílios do nosso dia a dia aos quais não atribuímos nenhum significado erótico, mas que, aqui, fazem todo o sentido. Afinal, a publicidade e o marketing não têm exactamente como objectivo fomentar o desejo? E quantas mensagens subliminares não estão presentes em inúmeros sacos, posters, embalagens e nos próprios objectos?
Com um valor superior a 200 mil euros, parte desta colecção permanece encaixotada, sendo muitos os objectos e livros que se não vêem.
À espera, talvez, de uma cuidada selecção e catalogação a fim de figurarem num espaço aberto ao público. Nas Caldas da Rainha...?
Carlos Cipriano"
"ASAE encerrou uma sex shop em Santarém...
... por se encontrar demasiado próxima do cemitério de Santarém. O estabelecimento carecia de licenciamento por não respeitar a distância legal de 300 metros em relação a locais de culto, e foi fechada no início de Janeiro, poucos dias depois de ter reaberto ao público. A sex shop abriu inicialmente na rua Pedro Santarém, mas já tinha sido visitada e multada pela ASAE por não cumprir a distância em relação a um estabelecimento escolar."
Jornal «o Ribatejo»
É a lei que temos!
Jornal «o Ribatejo»
É a lei que temos!
26 de março de 2009
Madonna mia! Que belas... telas!

«Atira-nos água» de d!o
Esta e outras t-shirts da funda São (incluindo, claro, a badalada «Faz-me um Bico») nesta página deste vosso blog que s'assina «a funda São».
Temas:
Colecção
23 de março de 2009
Força na verga, senhor Francisco Agostinho!
No passado sábado, o «Expresso» publicou um artigo sobre a louça malandra das Caldas, com destaque para o senhor Francisco Agostinho, cuja oficina visitámos no 10º Encontra-a-Funda. Na altura, cantámos-lhe um fado da autoria do Charlie, que posteriormente foi ilustrado pelo Raim: «a lenda oculta das Caldas e o Chico das Piças». Oferecemos-lhe ainda um desenho emoldurado feito pelo mestre Raim.
O título da notícia é «o fim da louça malandra». Espero que se enganem!

O recorte da notícia está aqui.
Entretanto, houve um detalhe lá que chamou especial atenção (bem hajas, Charlie):

Quem será aquele "coleccionador de Coimbra"?!
O título da notícia é «o fim da louça malandra». Espero que se enganem!

O recorte da notícia está aqui.
Entretanto, houve um detalhe lá que chamou especial atenção (bem hajas, Charlie):

Quem será aquele "coleccionador de Coimbra"?!
Preservativos só em casos extremos
A Didas indignou-se com o Bispo de Cabinda:
"Que as tentativas do Papa para defender que o preservativo não deve ser usado como forma de combater a SIDA estão a ser uma verdadeira comédia, já sabíamos. É tão ridículo que nem os católicos conseguem defender a ideia com alguma convicção. Mas o prémio vai mesmo para o Bispo de Cabinda, a titubear qualquer coisa sobre usar preservativos só em casos extremos. Vamos tentar especificar: O que são casos extremos neste contexto? Oh Sr. Filomeno, explique lá que a gente não entende."
Nem parece teu, Didas, mas entendeste tudo mal. Ele falou em italiano: "cazzo extremo". Cazzo é... o... coiso (pesquisa "cazzo" nas imagens do Google e logo vês). E lá pelas áfricas é sabido que eles têm um coiso enorme. Mas isso para eles é normal. Se der a volta de forma a correr o risco de se enfiar no próprio cu, é de tamanho extremo. Nesse "cazzo extremo", a igreja aceita que o gajo use preservativo.
"Que as tentativas do Papa para defender que o preservativo não deve ser usado como forma de combater a SIDA estão a ser uma verdadeira comédia, já sabíamos. É tão ridículo que nem os católicos conseguem defender a ideia com alguma convicção. Mas o prémio vai mesmo para o Bispo de Cabinda, a titubear qualquer coisa sobre usar preservativos só em casos extremos. Vamos tentar especificar: O que são casos extremos neste contexto? Oh Sr. Filomeno, explique lá que a gente não entende."
Nem parece teu, Didas, mas entendeste tudo mal. Ele falou em italiano: "cazzo extremo". Cazzo é... o... coiso (pesquisa "cazzo" nas imagens do Google e logo vês). E lá pelas áfricas é sabido que eles têm um coiso enorme. Mas isso para eles é normal. Se der a volta de forma a correr o risco de se enfiar no próprio cu, é de tamanho extremo. Nesse "cazzo extremo", a igreja aceita que o gajo use preservativo.
Temas:
Causas
22 de março de 2009
Com cartas assim joga-se com outra disposição
Recebidinho de fresco na minha colecção, este magnífico jogo de cartas: «Erost», de Eric Provoost. Todas as cartas têm um desenho diferente... e qual deles o melhor. Um mimo... e eu que adoro miminhos...
Imagens aqui (só para adultos): A caixa, a carta com a tiragem, o quatro de copas, a dama de copas e um dos jokers.
Imagens aqui (só para adultos): A caixa, a carta com a tiragem, o quatro de copas, a dama de copas e um dos jokers.
Temas:
Colecção
21 de março de 2009
20 de março de 2009
Lá como cá
Um estudo na Alemanha revelou as 10 profissões menos eróticas:
> criador de gado
> técnico de tratamento de esgotos
> cobrador
> funcionário de sex-shop
> funcionário das finanças
> oficial de diligências
> funcionário da recolha do lixo
> agente funerário
> açougueiro
> professor
Notícia de DW-World.de
> criador de gado
> técnico de tratamento de esgotos
> cobrador
> funcionário de sex-shop
> funcionário das finanças
> oficial de diligências
> funcionário da recolha do lixo
> agente funerário
> açougueiro
> professor
Notícia de DW-World.de
Temas:
Estudos
E que tal esta primeira edição...
... de «Aphrodite» de Pierre Louys, editado por Les Éditions du Mercure de France em 1896?
É um romance erótico que conta os amores entre um escultor e o seu modelo, na Grécia antiga.
É um romance erótico que conta os amores entre um escultor e o seu modelo, na Grécia antiga.
Temas:
Colecção
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t-shirt «Faz-me um bico»
t-shirt «Duo Olho Negro»
t-shirt «o Pai Natal nu existe»
t-shirt «Amo-te São»
t-shirt «Arraial Pride»
t-shirt de gaja «Apalpar» de John & John
t-shirt de gaja «Atira-nos água» de John & John
t-shirt «Tuna Meliches»
t-shirt «logotipo a funda São»
