15 de abril de 2007

Direitos dos Homossexuais

"Francisco Pinto Balsemão, presidente da SIC, vai ficar para a história como o primeiro patrão de uma empresa de media portuguesa a permitir uma licença de casamento a um trabalhador homossexual.
O patrão da SIC intercedeu junto dos Recursos Humanos da estação para que Nuno D., pivô da SIC Notícias, gozasse de licença de casamento, apesar de a lei portuguesa não o permitir, já que se trata de uma união entre pessoas do mesmo sexo."
CM

Qual é o patrão que se segue?!

12 de abril de 2007

Sanctorum - de JAM Montoya

Lembram-se de a Gotinha nos ter apresentado aqui o livro «Sanctorum», de JAM Montoya? E de nos ter informado que este livro criou recentemente uma enorme polémica em Espanha? Pelos vistos não é só em Portugal que há atraso. É que o livro foi editado para uma exposição feita na Primavera de 2003, em Valência... e pelos vistos só agora, passados 4 anos, o PP teve conhecimento e se ofendeu com as imagens sexuais explícitas de «Sanctorum». Tudo como pretexto, pelo menos na minha óptica, para atacar o PSOE. Mas, como sabeis, a minha política é a política do car... trabalho.
JAM Montoya desnuda a religião, mostrando como esta retalia e torna pecaminosa a sexualidade. Assume que entra em transgressão e que fica exposto à censura. Compreende-se que para alguns isso não seja arte. Mas muitos desses acharam os ataques às caricaturas de Maomé uma loucura fundamentalista!
Aos que fogem a preconceitos e procuram visões diferentes do mundo, recomendo o livro. Para além das imagens, os textos introdutórios e o "epílogo de um herege". O livro acaba com uma frase do próprio JAM Montoya:
"A razão é simples: não posso subtrair-me a realizar o que excita a minha imaginação e contribuir para desmontar esta farsa que desde sempre tem negado, de maneira hipócrita, o que biologicamente nos foi concedido, ainda que por isso a sombra me continue a cobrir"

A capa do livro, em tecido cor de vinho, remete de imediato para um enquadramento religioso.


A amável dedicatória de JAM Montoya, para um dos exemplares que comprei para a minha colecção

Há formas melhores de conseguir um emprego

Daqui













Outras Coisas

10 de abril de 2007

Campanha polémica alemã contra a SIDA

Patrocinada pela Fundação de Michael Stich, é uma campanha publicitária de prevenção à contaminação de crianças pelo vírus da SIDA.
A organização de Stich, ex-tenista, dá assistência a crianças que foram infectadas com o vírus HIV.
Alguns alemães criticaram a campanha, afirmando que as fotos eram sexistas e mostravam uma imagem negativa das mulheres.

"Queixo do avô, olhos do papá, HIV da mamã"



"Sexo oral: apenas 0,003 milímetros de látex dividem a vida e a morte"



"Os bebés podem morrer através do leite materno"



"Não suporte um vírus"



"Mamã HIV positivo"



"Eles esperam pelas suas malas. 38 milhões esperam pela morte"



"Perverso é só quem não usa preservativo"


Notícia aqui (em alemão)

27 de março de 2007

Litofânios eróticos

Há compras que faço para a minha colecção que me deixam especial e abundantemente molhadinha.
Estas placas em porcelana vieram da Austrália (mas desconheço onde foram fabricadas). Extremamente finas (menos de 2mm de espessura), utilizam o relevo para, à contraluz, originarem zonas mais luminosas e zonas de sombra.
A este respeito, na Infopédia, aparece apenas «litofania», processo de obter efeitos de transparência na porcelana, no vidro opaco, etc. (do grego líthos, «pedra» + phaínein, «brilhar; transparecer»).
Com esta explicação não vamos longe. Mesmo da palavra inglesa «lithofane» não se encontra grande coisa. Vale-nos Ernesto Leibovich, especialista brasileiro em coleccionismo, que explica tudo nesta página: "Litofânio - Painel translúcido de porcelana biscuit em entaglio (desgaste selectivo), com decoração moldada visível somente quando colocado à luz. Processo introduzido em 1828. Pela sua beleza artística e fidelidade, assemelha-se a uma fotografia, sendo incluído nos chamados objectos pré-fotográficos (...)"


"O litofânio mais comum é formado por um painel fino e rectangular de porcelana chinesa, de aproximadamente sete a dez centímetros. Sem o reflexo da luz, a superfície do painel parece feita de rugas e depressões que formam uma pintura crua e meramente visível. No entanto, quando visto contra uma luz forte, as cenas magicamente ganham vida e aparecem como o efeito de meia-tinta. A transformação da superfície feia e irregular numa pintura subtilmente graduada de luz e sombra é uma revelação (...)"

1, 2, 3, 4, 5 e 6

Que tal? Hmmm...?

25 de março de 2007

24 de março de 2007

O povo é malandreco...

... e por isso também faz coisas que merecem estar na minha colecção:

19 de março de 2007

Chamamento - por Encandescente

"Meu querido

Lembro-me daquele dia em que nos encontrámos, tu estavas num extremo da cidade, eu no outro. Tu esperavas-me impaciente, e chamavas-me e dizias: Vem.
E eu levava tanto amor nas mãos que caíu um pouco nas pedras da calçada que eu pisava firmemente. Porque tinha pressa, e a minha pressa eras tu.
E as pedras ficaram tão brilhantes que luziram como pérolas, e o brilho encandeou um homem que conduzia e ouvi o bater de carros atrás de mim, mas nem liguei ou me virei, porque me esperavas, e não queria perder tempo, e corria para te ver.
E as pessoas sorriam-me quando eu passava, e eu envergonhada, porque pensava que liam nos meus olhos o porquê da minha pressa. E que sabiam que eu me apressava porque te queria dar-me, e o meu corpo era já entrega.
E quando sem querer as tocava, um pouco de mim nelas ficava, tal era a vontade que eu tinha de ti. E sorriam para mim e umas para as outras, felizes sem saberem o porquê.

E quando estava mesmo quase a chegar ao extremo da cidade onde tu estavas...Parei...
O meu coração batia tanto que não conseguia dar um passo.
Via-te parado. As mãos fechadas como as minhas. E soube que o meu coração batia assim forte, assim depressa, porque batia com o teu.
E estendemos os braços, e abrimos as mãos e caminhámos juntos.
E atrás de nós, as pedras do caminho iam ficando brilhantes do amor que caía das nossas mãos.
Juntas, entrelaçadas.
E chegámos à porta que era o nosso destino.
E as pessoas juntaram-se olhando no chão as pedras brilhantes. Olhando a porta e sorrindo.Sentindo o calor que atravessava a porta e as envolvia. Sentindo no calor magia.

E por detrás da porta estávamos nós.
Eu e tu. Tu e eu.
E o teu corpo estava tão quente que ardias. E o meu corpo estava tão quente, que juntos éramos fogueira.
E o calor aqueceu as paredes onde nos abraçámos, as cadeiras onde nos beijámos, o chão onde nos amámos.
Eu e tu. Tu e eu.
E na cama... Ai meu amor… Na cama as carícias foram tantas, que escorreram dos lençóis, e agarraste-me no chão e seguraste os meus gemidos.
E o quarto era calor, e o quarto eram sussurros, e o quarto era prazer...
E gente que não sabíamos sorria, e aquecia-se de amor junto à porta. A nossa porta.

E nós...
Tu e eu. Eu e tu.
E uma porta fechada..."


Encandescente
Blog Erotismo na Cidade
Três livros de poesia publicados («Encandescente», «Erotismo na Cidade» e «Palavras Mutantes») pelas edições Polvo (para já...).

Filmes publicitários - selé São


Chevy HHR

Homens fazem um strip no meio da rua para duas mulheres dentro deste novo carro da Chevrolet.


É bom trabalhar no marketing

É o que mostra este anúncio do GoDaddy.
(necessário introduzir um código de acesso)


Zestra

Produto para alimentar a líbido feminina.

18 de março de 2007

Como a mudança de hora não é nada erótica...

... preparei-me comprando este relógio para a minha colecção:


De frente é um relógio normal...


... mas virando-o, ui, ui...

Sim, sim, os bonequitos mexem-se... tic-tac-tic-tac-tic-tac...

16 de março de 2007

Estou toda molhadinha!

Descobri um link para este blog na página The Best Brands of the World. E encontrei lá a minha criação da t-shirt «Faz-me um bico»:

Best Brands of the World - Faz-me um bico

Ah, sim, quem quiser comprar estas e outra t-shirts da funda São tem todas as indicações lá em cima, no link do passarinho sem bico (coitadito...).

15 de março de 2007

Os tomates do Padre Inácio

Júlia Ramalho, neta da famosa Rosa Ramalho e por mérito próprio reconhecida na sua arte cerâmica, é uma grande senhora. E uma artista que faz obras de arte em barro vidrado numa cor tão doce que até apetece comer.
Em 2003, uma professora, amiga minha do coração, foi a Barcelos fazer uma encomenda à Júlia Ramalho e trouxe-me fotos da sua colecção privada, destacando duas das suas peças que ela se recusa vender, baseadas na expressão « os tomates do Padre Inácio».
Foram precisos vários contactos ao longo destes anos, em feiras de artesanato e por telefone, até ela aceitar fazer especialmente para a minha colecção uma peça que os filhos dela e o senhor padre lhe pediram para não voltar a fazer.
E, segundo me contou ao entregar-ma na feira de artesanato de Pombal, um filho descobriu a peça que ela escondeu ao canto do forno, onde ela guarda as peças quando o forno não está a ser usado. E ficou muito aborrecido com ela.
Júlia Ramalho é, como diz uma canção popular, «uma senhora mulher».
E esta peça é uma das que mais orgulho me dá, pela sua história e pela artista que a fez. Um luxo!

Júlia Ramalho e a sua colecção privada


Os tomates do padre Inácio - versão a solo

Versão em trio

A peça da minha colecção é um duo, com o Padre Inácio, de guarda-chuva e coroa, e a freira, a fazer-se de envergonhada, a abrir-lhe a sotaina.
A Júlia Ramalho fez-me ainda um Adão e uma Eva especiais para a minha colecção, com as parras caídas: "A Eva envergonhada, mas ele não", como me explicou.

13 de março de 2007

Está quieto, macaquinho!...

Aquisição recente para a minha colecção, esta escultura em bronze tem um «segredo».

Porque estás de pau feito, macaquinho?


Ah! Escondias alguma coisa...

... boa... hmmm!...

(só para maiores de 18 anos)

10 de março de 2007

Moeda romana com imagem do deus Príapo

Esta peça da minha colecção (desta vez comprada como sendo original, mas não me peçam para garantir que o é) é uma moedinha pequenina, mas com uma descrição maior que muitas coisas grandes:"GA Elagabalus Priapus Deus da Fertilidade e da Sexualidade Humana Moesia Inferior. Marcianopolis. Como nova. AE 18 mm, 2.12 g. Anverso: Laureado de perfil para a direita. Legenda em grego. Reverso: Príapo em pé, de frente, com a roupa aberta, expondo o seu enorme falo. Legenda em grego."






9 de março de 2007

A igreja e o erotismo

Lembram-se de eu ter falado aqui sobre a forma como Bento XVI vê a sexualidade?
E a propósito do referendo falei aqui também da visão de João Paulo II sobre esse tema.
Sugiro que leiam o artigo do Diário de Notícias «Amor e erotismo» de Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia. Alguns excertos:
"(...) O ser humano ficou então cindido em corpo e alma, e o cristianismo, que é, no sentido mais profundo e correcto da expressão, a religião do corpo e do amor, correu o risco de ver reduzido o amor ao amor a Deus e ao céu, ficando o corpo e a sexualidade e o prazer abandonados ao mundo selvático do sujo ou do egoísmo do desregramento sem freio."
"(...) O erotismo, porém, não tem que ser perverso, pois a sexualidade não é em si ignominiosa, impura, suja, energia obscura e demoníaca. O que nela se vive é uma tensão, e só por isso é que tanto pode ser a noite mística como o escabroso da noite. (...)"

Pois é, senhor padre, esta igreja está muito longe do cristianismo. E é pena...
Para isto não ser demasiado sério, achei genial estas observações do Nilton na FHM de Março:
> Cristo e os apóstolos estavam todos do mesmo lado da mesa porque era uma despedida de solteiro e estavam a apreciar uma stripper.
> Se Cristo não tivesse morrido crucificado, o marketing da igreja teria uma enorme dificuldade em arranjar um logotipo.

3 de março de 2007

Amuletos fálicos romanos

Já há muitos anos que invejava o British Museum, por ter um amuleto fálico romano usado para pendurar numa porta, com um caralho alado e sininhos. Como se diz aqui, "If any visitor managed an impassive museum-visiting face, it must have dissolved at the sight of the Roman wind chime, a flying phallus, complete with wings, its own phallus and a phallic tail, hung with a row of little bells". Que foi o que me aconteceu (só que em português).
Pois encontrei quem fizesse umas réplicas desses amuletos... e já cá cantam na minha colecção:
1 e 2

(só para maiores de 18 anos)

2 de março de 2007

Teresa e Helena voltam a levar tampa

Lembram-se de termos já falado aqui sobre a causa por que lutam a Teresa e a Helena, que se querem casar?
Até as aconselhámos a mudarem de estratégia, provando, como exige a lei, que têm sexos diferentes.
Em sua homenagem, a legenda desta foto até foi chamada «Memorial Helena e Teresa».
Pois agora Teresa e Helena voltam a ver negada a pretensão de se casar, desta feita, pelo Tribunal da Relação de Lisboa [notícia DN].
Elas acham que só quando acabarem os recursos em Portugal e o pedido chegue ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem é que conseguem vencer esta causa.
Eu insisto: mudem de estratégia e provem que as mulheres têm sexos diferentes! É que não há dois iguais! E a lei é clara: "casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente" (artigo 1577º do Código Civil).
___________________________
O Bartolomeu já está a imaginar a cena:
"Tinha o seu quê de inteligente, as moças apresentarem um relatório anatómico, com as especificações técnicas patenteadas.
Teresa: Cor da cona - rosa-púrpura côr do pintelhâme - castanho-dourado Tamanho dos grandes lábios - 10 cm cada (assimétricos) Papo de cona - proeminente Clítoris... clítoris... ai a porra... - clítoris em local incerto.
Helena (de Tróia): Cor da pachacha - vermelhona Ausência de pintelhâme Lábios - grandes, carnudos e gostoooooosos Papinho - mesmo ao tamanho da mão em concha Clítóris - chamam a isto um clítoris?! Foda-se, são cegos? Isto parece quase um caralhinho.
O júri decidiu em consenso: conceda-se-lhes a autorização para contrair matrimónio. Vão arrepender-se, mas é com os erros que se aprende.
Boas fodas, meninas."

25 de fevereiro de 2007

Geladinho




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21 de fevereiro de 2007

A igreja e o carnaval

Padre Mário de Oliveira - imagem de www.esquerda.netPara quem, como eu, caíu num caldeirão de igreja na sua meninice, é muito difícil encontrar dentro da instituição igreja exemplos a ouvir com atenção e muito menos a seguir.
Surpreendeu-me, por isso, este texto do Padre Mário de Oliveira, feito no seu diário numa quarta-feira de Cinzas: «Deus gosta mais do Carnaval» [site www.esquerda.net]
Eis alguns excertos (mas recomendo que leiam mesmo o texto todo):
"Ontem foi o dia de Carnaval. E, hoje, é o dia de Quarta-feira de cinzas. Entre um e outro, qual será o dia que Deus prefere? Tenho para mim, que Deus gosta mais, muito mais, do dia de Carnaval, do que do dia de Quarta-feira de cinzas, apesar deste ser iniciativa da Igreja."
"(...) Mas como é que Deus poderia gostar mais do dia de hoje, Quarta-feira de cinzas, do que do dia de ontem, Carnaval? Não é Ele o Deus da Alegria e da Festa? Não é Ele o Deus da Vida e dos Vivos? Não é Ele o Deus da Plenitude e da Abundância? Não é Ele o Deus do Excesso e da Ressurreição?"
"(...) Ora, se ontem foi o dia da Folia e do Erotismo sem barreiras, hoje, por determinação da nossa Igreja católica romana, é o dia da Tristeza e do Sacrifício. Se ontem foi o dia da expansão da vida humana, hoje, é o dia da repressão da vida humana. Se ontem, as pessoas foram águias e puderam voar até à exaustão, hoje, não passam de galinhas de capoeira, condenadas a olhar para o chão, com a cabeça coberta de cinza. Se ontem os corpos humanos se mostraram nus e esbeltos, numa proclamação sem tabus da beleza erótica e da vida chamada à ressurreição, hoje são corpos sobre cujas cabeças, os clérigos - são, felizmente, cada vez menos os seres humanos que ainda se prestam a esse papel à frente das paróquias - depositam ritualmente cinza, ao mesmo tempo que dizem, "Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás-de tornar" (as mulheres, pelos vistos, não são tidas nem achadas, não são sequer nomeadas e, por isso, parece que poderiam e deveriam continuar o Carnaval sem qualquer interrupção; mas, por mais estranho que isso seja, a verdade é que são as mulheres quem, hoje, ainda mais corre a receber a cinza e a escutar estas absurdas palavras que o texto do Ritual católico se «esqueceu» de endereçar também a elas!). Ou seja, se ontem tudo nos dizia que a vida humana é bela e é para ser vivida até à exaustão, hoje, tudo nos diz que a vida humana não presta para nada e, por isso, o melhor é mesmo renunciar a crescer em idade, em estatura, em sabedoria e em graça - coisa que Jesus de Nazaré nunca fez, antes pelo contrário (cf. Lucas 2) - para apenas crescermos em derrota e em fracasso, até que a morte nos reduza a pó, a cinza, a nada."
"Está visto que, com as coisas assim, Deus só pode gostar do Carnaval e detestar o dia de hoje, Quarta-feira de cinzas, bem como a quaresma que com ela se inicia. Por sinal, a humanidade, cada vez mais liberta da nefasta influência do clero católico e da sua ideologia moralista, também gosta mais do Carnaval, do que da Quarta-feira de cinzas."
"(...) Só mesmo uma Igreja que, depois da derrocada do Império romano, se transformou em poder eclesiástico e em império religioso-católico, é que foi e é capaz de sentir sádico prazer em reprimir as pessoas que a integram e as populações em geral. E em castigá-las com cilícios. Com jejuns. Com abstinências. Com longas listas de pecados, cada qual o mais grave e o mais feio, a ter de confessar, de joelhos, aos pés de um clérigo que se deixou, ingenuamente, convencer de que Deus delegou nele o poder de perdoar pecados. Mas não só. Também com a sádica repressão dos corpos."
"(...) Mais. Se assim é, e é de facto, então, tudo isso que a Igreja católica tanto valorizou, são falsos valores, são manifestações concretas duma cultura desumanizada, repressiva, anti-humana, duma falsa cultura, duma cultura que tem tudo a ver com o culto dos deuses e das deusas do Paganismo politeísta e idolátrico, nada tem a ver com Jesus de Nazaré e com o Deus que se nos revelou definitivamente na sua prática de vida e na sua palavra, uma e outra, radicalmente libertadoras e promotoras da vida humana em plenitude e em abundância. E, igualmente, nada tem a ver com cultura verdadeiramente humana e humanizadora. (...)"

20 de fevereiro de 2007

Preta Gil

O Carnaval também é uma causa pela qual vale a pena lutar

Preta Gil é brasileira, cantora e actriz, filha de Gilberto Gil. Ela própria conta no seu blog a origem do seu nome.
Este ano foi a madrinha de bateria da escola de samba da Mangueira. E o que é que isso tem de especial? Muito! É que a Preta Gil sai - e sai-se muito bem - dos pseudo-padrões de beleza a que os meios de comunicação (e, em especial, a publicidade) nos habituaram. Vejam-se algumas das estrelas do Carnaval do Rio de Janeiro: Ângela Bismarchi; Cláudia Leite e Ivete Sangalo; Adriane Galisteu; Juliana Paes; Luciana Gimenez... entre tantas beldades mediáticas por minutos... ou um pouco mais... ou menos (fotos da Globo.com).
Felizmente, há quem não tenha complexos com quilinhos a mais. Como titula esta notícia do Estadao.com.br: "Entre musas e siliconadas, os ‘sem neura com o corpo’ se divertem". Mérito do Carnaval, se outros não tivesse.
Deixei hoje uma mensagem no blog de Preta Gil, que se «queixa feliz», como qualquer ser humano que passasse por aquele desfile: "até agora parece que foi um sonho, só não parece mais por causa das bolhas no meu pé e as feridas no corpo". A minha mensagem foi esta:
"Olá, Preta Gil. Enquanto ainda está com os pés doridos, envio-lhe um abraço com muito afecto e apreço de Portugal. Já é tempo de a beleza não ser regida por padrões completamente fora do «mundo real»."

É decerto uma causa pela qual vale a pena lutar.