9 de fevereiro de 2007

Referendo e paradoxo democrático - a opinião do OrCa

Picasso - Minotauro"Estou com o Zé quando diz que «esta não é uma questão de matéria, é de alma e coração». Por isso considero deplorável a ideia deste assunto ser referendado. Ninguém tem de circunscrever o livre arbítrio de ninguém... Mas, enfim, se estão assim as coisas feitas, vamos lá votar.
Por outro lado, o «nonsense» da matéria referendada é tal que se cai naquilo que poderia chamar-se um «paradoxo democrático». Porquê?
Ora porque o «não» impede o «sim», mas o «sim» não impede o «não». Isto é, se o «sim» ganhar isso não obriga qualquer adepta do «não» a abortar. Mas o inverso não sucede, pois se o «não» ganhar, a penalização incide sobre todas as mulheres... Sabendo nós bem como estas coisas vêm a funcionar quando o poder económico individual entra em cena, fácil é chegar à conclusão da hipocrisia por parte dos adeptos do «não».
Outra questão que me é pouco clara é o encarniçamento dessas gentes... Afinal, como já disse e é de conhecimento geral, a vitória do «sim» não irá obrigar nenhuma pia alma a abdicar das suas convicções. Então porquê tanta luta e tanta grita? Mero exercício de terapia ocupacional para os «benzaços» ou desnorte de extemporâneos espíritos reaccionários ou ele há gato escondido no assunto?
Quanto ao mais - e com o devido respeito pela diversidade de opiniões - vão lá à merda com as lágrimas de crocodilo pela «defesa da vida» de tantos desses «nãos» que aplaudiram (e aplaudem?...) o desvario criminoso do Bush no Iraque... Ai não tem nada a ver?... Se calhar, tem...
Depois, a vida já está no espermatozóide... Por este andar - e para amenizar - ainda assistiremos a algum adepto fervoroso do «não» a vestir luto, após alguma ejaculação nocturna decorrente de um sonho húmido.
E, cá para nós, na mesma lógica, era muito bem visto que cada cidadão que se masturbasse fosse bater com os costados na cadeia, culpado de umas centenas de milhares de homicídios neste país de tão baixa natalidade!... Tenham dó!"
OrCa

8 de fevereiro de 2007

Irresistível




Lingerie Blush

Referendo - dados trazidos pelo Zé

"[Apresento-vos] um quadro proveniente de um estudo efectuado pela Associação para o Planeamento da Família, organização favorável ao «Sim» (...)
A pergunta do estudo era a seguinte:
«Em que circunstâncias engravidou?» sabendo-se que o aborto foi o passo seguinte. Os resultados foram:
46,1% - Não estava a usar qualquer método contra...
15,0% - Descuido («Enganou-se nas contas»)
18,1% - Não sabe explicar (?)
[O total destas três razões dá 79,2%]
20,8% - O método contraceptivo falhou
O total dá 100%

Que interpretação se deve dar aos 79,2% de razões para abortar, sabendo-se que as % por grau de instrução (básico, secundário e superior) são praticamente idênticas?"


A educação sexual (não no sentido de "dizer obrigado no fim") é também, certamente, uma causa pela qual vale a pena lutar.

23 de janeiro de 2007

Neste livro os personagens mexem-se...

... e nós é que comandamos o ritmo e a força da coisa!
Lembram-se dos nossos tempos de infância e dos livros «pop-up», que ao se abrir cada página, os personagens, objectos e a paisagem saíam do livro, num efeito quase tridimensional? E que alguns tinham mesmo patilhas e rodas para dar movimento a essas cenas?
É o que faz o livro «The Pop-up Book of Sex», que acabei de receber agora para a minha colecção. A propósito, já vos tinha falado da minha colecção de arte erótica?
A Amazon vende esse livro e tem lá um video com a animação (em todos os sentidos) de uma das cenas.
Como não quero que vos falte nada, aqui têm imagens de outras duas cenas do livro: 1 e 2.

22 de janeiro de 2007

Ahh, saudades de um Encontro da AFunda São...

Já ando a treinar para o próximo...

11 de janeiro de 2007

Sexualidade das pessoas com deficiência

logotipo da luta A Matahary deixou-nos há dias nos comentários esta notícia do Correio da Manhã sobre a experiência e as preocupações do pai de uma rapariga de 32 anos, autista e doente bipolar que, como qualquer mulher, tem desejos e anseios sexuais. Mas, como ela tem uma doença severa e é incapaz de manter uma conversa, nunca teve relações sexuais. Mesmo tendo uma forte capacidade afectiva, como constatam os pais: "Percebíamos que ela gostava deste ou daquele rapaz e encarávamos com naturalidade. Ela é uma rapariga extremamente afectuosa e é muito fácil as pessoas gostarem ou aproximarem-se dela."
O problema, segundo estes pais, é não haver grupos de auto-ajuda entre as famílias dos deficientes.
E, como refere a Matahary, "os deficientes são apenas mais um dos ramos dos esquecidos... depois há os velhos, os feios, os que «são mais bolos» e por aí fora..."
Não sei o que fazer concretamente em casos destes, mas concordo com o que diz a Matahary: "Se começássemos por consciencializarmo-nos que as pessoas deficientes também são compostas pela vertente sexual, à semelhança dos restantes homens e mulheres, já seria bom..."
É certamente uma causa pela qual vale a pena lutar!

Alguns links interessantes:
> «Autismo e sexualidade» por Demetrious Haracopos e Lennart Pedersen
> APPDA - Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo
> «Sexualidade e o adolescente com deficiência mental: uma revisão bibliográfica» de Olga Maria Bastos e Suely Ferreira Deslandes
e, também a propósito (digo eu):
> Beleza da mulher deficiente em concurso

Charlie: "A sexualidade, como expressão máxima do afecto... ou sexo só pelo sexo, como necessidade biológica e psicológica? É um assunto com um peso tremendo. Basta que nos imaginemos na pele dum deficiente e termos de passar por toda a sorte de limitações que o nosso viver quotidiano despreocupado de certos «pormenores» faz esquecer. Decerto que a frustração sexual não é a parte menor de quem se vê preso às limitações da sua deficiência. «Somos um todo, e só é possível sermos plenos se não nos compartimentarmos uns aos outros em várias categorias»"
: "O que eu quero mais que tudo é não ser mal interpretado, dado que o Mundo não é um espaço aberto mas antes um círculo fechado. Alguém tem conhecimento de relacionamentos (casamento, união de facto) entre dois seres com deficiência mental? Conhecem o que diz a Lei sobre isso? Paremos um pouco para pensar: autismo - todos teremos uma noção do que representa, sobretudo para a família, pais, irmãos... e para o próprio? O desejo sexual ou a líbido assenta em determinadas zonas do cérebro afectas a esse sentir, mas nem os Damásios foram tão longe. Parece que seria o abrir de uma incomensurável Caixa de Pandora. Eu vivo muito perto de uma APPACDM que, segundo dizem, é das que melhor funcionam no país. Conheço quem a dirige e muitas outras pessoas a trabalhar lá ou a colaborar. As dificuldades são imensas (muitas vezes trabalha-se no escuro ou sobre o arame) e «os que lá estão» não merecem outra atitude que não seja carinho e compreensão... e muito, muito cuidado".
matahary: " (...)A verdade é uma: todo e qualquer deficiente, seja a que nível for, vê a sua sexualidade anulada; como se eles não tivessem direito a ela. Sim, como qualquer outro ser humano, «merecem carinho e compreensão... e muito, muito cuidado»... e respeito! Respeito pelas suas necessidades! As Instituições (incluindo a Familiar) preocupam-se com o comer, dormir, lavar e vestir. E então, o resto? Não falo apenas no desempenho a nível sexual; mas por exemplo, temo-nos preocupado em ensinar a serem assertivos no que respeita a essa temática? Não, por isso, por vezes ficamos tão chocados com o que vemos; nunca ninguém lhes ensinou o que é socialmente aceite, ou não, relativamente ao sexo. Sexo, é um assunto tabu; não se fala, não se ensina, para ver se eles se esquecem... Ora, não é isso que tentam fazer há séculos com a restante população?! Agora, podem imaginar o que não fazem, ou tentam fazer, com os deficientes".
: "Já agora, diga-me lá (...) quantos casais casados ou a viverem em união de facto conhece ou ouviu falar que existem, com o pormenor de serem autistas? E diga-nos (...) como seria para si uma relação sexual entre dois seres autistas - mesmo admitindo que, entre eles, o amor existe e eles sabem, compreendem-se - pois, como sabe, é difícil a um autista fazer perceber estas coisas a nós, seres aparentemente normais? Já leu, por acaso, (...) o que é que uns portugueses radicados nos EUA há muitos anos e absolutamente respeitados pela comunidade internacional, que se dão pelos nomes de Hanna e António Damásio, escreveram sobre isto? O autismo afecta ou não e de que formas a parte do cérebro que (nas pessoas normais) está afecto à erogenia? Será que é mesmo possível dois seres autistas terem um relacionamento sexual explícito? Porque é que não faz a pergunta àqueles portugueses que nos enchem de orgulho e que são campeões mundiais de boccia, como é a vida sexual deles e por culpa de quem? E não estamos a falar de autistas, mas de paralisia cerebral em vários e diferentes graus. Sem querer ser professor e sem armar em mestre, o sexo não é tudo, nunca será tudo, será sempre uma parte excepcionalmente importante, para quem o compreenda, quem o entenda e quem o partilhe.Para isso, Deus deu-nos aptidões físicas e mentais:poderá dizer-nos se dois autistas têem condições físicas (não falo da parte mental) para ter sexo? Será que também sofrem de ejaculação precoce ou (no caso dos homens) têm poluções nocturnas?"
Pedro: "Jorge de Sena dizia que, sendo contra a prostituição, era a favor dela para estes casos. Estes e os outros, dos feios/feias e horríveis que (podendo...) teriam que pagar para ter direito a uma vida sexual. E relembro-vos uma série de artigos publicados pelo Diário de Notícias, em que se leu de tudo acerca deste caso. Desde pais que contratam regularmente prostitutas para estarem com o filho deficiente, até uma mãe que revelou que masturbava o filho amarrado a uma cama. E um dos artigos revelava que em certos centros, os/as próprios/as enfermeiros/as, não se assumindo como prostitutos/as (vade retro satanás!) admitiam certas práticas com os/as utentes. Até acho que se pode ver algum mérito em TODAS essas atitudes reveladas debaixo do anonimato..."
papoila_rubra: "A sexualidade das pessoas deficientes é sem sombra de dúvidas um tema muito vasto, por muitas e variadas razões. Mas perante um tema tão importante de modo algum posso ficar em silêncio. A minha opinião é ditada pela voz do coração. Tenho um filho deficiente motor, quase há 21 anos. Permanecemos ainda ligados pelo cordão umbilical. Frequentemente sou as suas mãos ou as suas pernas. Quando era adolescente, sempre fui sua cúmplice para colocar as cartinhas amorosas junto das suas «namoradas».Quando me apercebo que está em «intimidades» ao telefone ou computador, dou-lhe toda a privacidade. A sexualidade das pessoas deficientes tem de ser encarada tão natural como a de qualquer outra pessoa. Cada vez mais se defende uma sociedade inclusiva. Por acaso os asmáticos apenas se relacionam com os asmáticos? Porque haveria um deficiente de apenas se relacionar com outro deficiente? Todos somos seres sexuados. Dessa verdade ninguém escapa".
onanistélico: "Bem hajam, sábias opiniões sobre o ser-se diferente. Indiferente? Só à indiferença! Estas nossas sociedades (e todas) são, por muito que digam o contrário, eugenistas... a recusa da diferença assenta essencialmente no encobrimento de outrém. Enclausura-o e assim, esquecendo-se da sua existência, finge (e pior do que isso, age de acordo) ser normal. E o que é ser-se normal?"
OrCa: "Sobre o tema ocorreu-me um filme americano visto aqui há muitos anos - «Fim De Semana Alucinante» - que denunciava, nas entrelinhas do enredo, uma realidade ignorada: zonas recônditas da América reservadas a deficientes de vário tipo. Assim a modos que um enorme guetto em local desabitado onde se «soltavam» esses «incómodos sociais». O drama foi que a coisa deu para o torto já que os deficientes, especialmente prolíficos e soltos, reproduziram-se de forma, essa sim, alucinada e sem qualquer espécie de controle, transformando todo o projecto num caso sério e muito difícil de abafar ou, sequer, resolver sem recorrer a medidas drásticas. Na verdade, o assunto é de delicadeza extrema. E a humanidade da atitude - porque é disso que se fala - passa por os mais aptos auxiliarem os menos aptos, sem mais. Depois, tecnicamente, serão encontradas as formas de promover as soluções personalizadas. Porque, convenhamos, um dos grandes problemas consiste em que tanto avanço tecnológico não se repercute de forma equivalente em avanço de mentalidades. Exactamente porque apenas uma ínfima parte pode aceder a eles. E os «tabus» sociais, de que todos estamos mais ou menos imbuídos, dificultam sobremaneira a busca de soluções dignas e humanas - humanas, claro - para problemas deste tipo. Mas o mundo pula e avança..."
papoila_rubra: "Uma pessoa deficiente não é um marginal nem um fora de lei para merecer segragação social. Há quem já nasça deficiente, e há quem adquira deficiência numa fase da sua vida, quer por doença quer por acidente. Há um facto que geralmente não valorizamos e que é tão simples como isto: todos os rotulados de «não deficientes» são potentes candidatos à deficiência. Agora estou bem, mas o que me espera no momento ou dia seguintes, nós nunca sabemos. Já visitei um lar de raparigas deficientes mentais profundas. Raparigas com corpo de mulher e mente de quase bebé. Eu era rapariguinha ainda, mas tenho as imagens bem gravadas. Meninas rejeitadas pela famílias. Pessoas extremamente carentes de afecto. Tive empatia com uma delas. Não falava. Dizia apenas um sons imperceptíveis. Estava sentada no chão. Quando os nossos olhares se encontraram, prenderam-se. Estendeu-me os braços. Segurei-lhe as mãos. Não nos largámos mais. Ajoelhei à sua frente. Ela pousou a cabeça nas minhas pernas e fiquei todo o tempo da visita a acariciar-lhe o cabelo. Claro que sobre a sexualidade de uma pessoa com estas características, haveria muito que reflectir e descobrir. Penso que cada caso será mesmo um caso com direito a solução individual. Apesar de estar apta, eu não concordaria que esta rapariga procriasse. Penso no entanto que se ela convivesse com outras pessoas, traria as suas carências afectivas resolvidas e como é evidente, nada tem a ver com casamentos, namoros ou abusos sexuais. A expressão da sua sexualidade, poderia até não ir para além das carícias e beijos. Mas se fosse, entraria então a actuação da prevenção anticoncepcional. Mas nesta instituição que visitei, apenas funcionavam os cuidados básicos de saúde e higiene, feitos à porta fechada, isto é, à margem da sociedade. Os anos passaram. O que se passa actualmente em instituições semelhantes, eu desconheço".

8 de janeiro de 2007

Outro filme que deveria ser visto por toda a gente

Já vos falei aqui muitas vezes da «Campanha por Beleza Real» da Dove.
E deste anúncio - que considero excepcional - para o «Fundo de Auto-Estima» da Dove, mostrando o que toda a gente sabe mas ninguém quer ver: a «beleza» que nos é impingida pelos media é, na sua grande maioria, retocada, ajustada e «aperfeiçoada» de tal forma que se torna completamente artificial. Nesse anúncio, uma mulher «normal» é transformada com maquilhagem e em Photoshop até se tornar uma imagem de um anúncio.
Pois alguém fez uma adaptação desse anúncio, em que a «evolução» se torna «revolução», pois o trabalho de retocagem, chegando-se aos mesmos resultados, faz-se... num homem:

Revolução

A Campanha por Beleza Real continua a ser uma causa pela qual vale a pena lutar.

1 de janeiro de 2007

Crónica de Barcelona

Hola, coños!
Estive a passar uns dias de férias em Barcelona. É claro que não podia deixar de visitar o Museu de l'Erotica, bem no centro da cidade (nas Ramblas). E sabem o que vos digo? Modéstia à parte, não acho que a minha colecção passe qualquer vergonha comparando-a com este museu. Se há algumas peças que eu adoraria ter, também há outras, bem interessantes, que eu tenho e eles não. Além disso, a minha ideia para um espaço dedicado ao erotismo terá que ser algo intimista, que mais que visitar apeteça fruir. E não só uma sucessão de salas com objectos de arte expostos em vitrinas ou pendurados nas paredes. Por exemplo, as centenas de livros e revistas que possuo deverão merecer um espaço de leitura agradável e aconchegante. Será em 2007 que encontrarei quem queira investir num espaço assim?
Entretanto, para quem não conhece, apresento o monumento de Barcelona que eu gostaria de ter na minha colecção: a Torre Agbar, edifício fálico que, com o pôr do sol, se anima com variações de cores em toda a sua fachada. Se as pichotas tivessem estes efeitos luminotécnicos, o sexo seria ainda mais engraçado.
Crica para aumentares o calibre da Torre Agbar - Barcelona
Calhorda Agbar

28 de dezembro de 2006

Gaia inova!


Ponto G... de Gaia

Publicidade de ânus novo descoberta pela nossa repórter de interiores, Maria Árvore.

6 de dezembro de 2006

«To Sao Rosas, (...)»

Há dias o Nikonman apresentou-nos aqui o livro «Flora Magica», de Hermann Försterling.
Como não posso ver estas coisas sem as querer ter na minha colecção, encomendei o livro directamente ao autor. E pedi-lhe...

... uma dedicatória especial!

3 de dezembro de 2006

Cartas da Maria... da Conceição Rosas

Lembram-se de na Maxmen do mês passado o blog porcalhoto ter aparecido no Quadrante «maravilhoso - adiantado»?
Vocês já sabem que estas coisas me deixam toda molhadinha. Agradeci num e-mail ao Domingos Amaral, director da Maxmen (uma jóia de rapaz, não desfazendo). Pois ele publicou a minha mensagem e respondeu:Deixo uma sugestão de borla à Maxmen: porque não criam uma revista para mulheres virgens? É um nicho inexplorado (em todos os sentidos, menos pelo rabo e pela boca). O título dou-o eu:
Maxi-Hímen
De nada.

1 de dezembro de 2006

Que raio de publicidade a seguros!


Anúncio da seguradora inglesa Bennetts, especializada em seguros para motos e motoqueiros.
Se conseguiste ver este anúncio até ao fim, então toma lá outro e ainda mais outro. Mas não me perguntes que mensagem eles querem transmitir com aquilo...

30 de novembro de 2006

Uma delícia holandesa para a minha colecção

Recebidinho de fresco, este dildo em porcelana com uma imagem de uma holandesa com um balde de leite e vaquinhas num prado. Segundo o seu criador, como o interior é oco e tem uma rolha de cortiça, pode-se encher com água quente ou gelada, conforme a sensação que se pretender na passaroca.crica para aumentares a bitola da coisa
"Dá ao rabo, dá ao rabo
linda vaquinha holandesa
mexe a língua neste nabo
que te entra na profundeza

nesse prado tão verdinho
onde pastas sem cessar
encontro sempre o caminho
para o teu rabo encontrar

e quando olho pró meio
entre as tuas coxas, vejo
um úbere rosado e cheio
onde deposito um beijo

Mas logo acima me atrai
essa tua cona carnuda
e a minha língua lá vai
em busca da febra desnuda

E o teu mugido tão doce
que me chama para a foda
pede-me que te adoce
e que meta a língua toda

Logo após longa trombada
e tu cheia de excita São
rebolas-te na relva molhada
suplicas pelo meu tesão

E eu logo rogado me faço
fingindo que não me apetece
mas tu, puxando-me pelo braço
entalas-me na fenda que estremece

e os queijinhos c'agentes faz c'a leitaça?
pouco bons, São...

Bartolomeu"


"Soube que deram à São
Objecto de mui fina porcelana.
Que ela usará ao serão
Até ver que a «coisa» engana!
O dildo terá muita utilidade
E pasmem: até água fria e quente.
Mas eu sei que a São terá saudade
Do tempo em que usava gente!
Só não reparei se o «bicho»
Trabalhava a pilhas ou corrente.
Porque se é manual, o «esguicho»
Vai cansar a mão da «gente»!
Mas o pior é se se parte
Naquela agitaSão frenética.
Há-de haver cacos que farte
Naquela função poética!...

"


"Melhéres a coiza mais entença
que aviam de inventar.
Uma pila de faiança,
faz melhéres uma festança
e deixóm o homem pra eu papar.
Beim çei que as á de corda,
com uma pilha ou intão.
Cumo esta que leva leite
Frio ó quente au gosto da Ção
E só mete-lu lá nas covas
nunca perde o tezão.
Vem-se tal e qualemente
basta dar-le um apertão.
Ai çim gaijas, ai ai çim,
Nam çe fassam de rogadas
Vãm pra cama discansadas
Deichem os homes deste broshe pra mim.

Nelo"

27 de novembro de 2006

Rescaldo do 6º Encontra-a-Funda

Houve quem fosse ao 6º Encontra-a-Funda e não se apercebesse, na peça de teatro «Auto Na Tal», que as cabrinhas que os pastores... apascentavam, tinham umas florzinhas bem giras e perfumadas. Aqui estão elas, para que apreciem este par de obras de arte, criação da Margarida das Margaridas e que estão já na minha colecção, ao lado do chourição do preto Ribeiro e das vestes do deus Priapo (do 5º Encontra-a-Funda):

Ai flores, ai flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo? Ai Deus, e u é?
Entretanto, nos regressos do Encontro houve quem me escrevesse umas palavrinhas:

"Venho agradecer a magnífica noite que me proporcionaram e esperar que o próximo encontro seja breve. És uma anfitriã de truz. E muito mais interessante do que eu poderia alguma vez imaginar. Divertida, extrovertida, simpática, bem educada... olha, gostei!
Fresquinha"
Foi uma noite quentinha, Fresquinha

"Obrigado pelo convite!
Cheguei bem a casa, espero que também tenham chegado bem...
Como sempre foi óptimo este 6º Encontro-a-Funda! Boa bebida, boa comida, boa companhia, boas canções, bom teatro, boa estadia, bom passeio, bons golfinhos, bom almoço, boa viagem!
A São é mesmo boa a organizar estes encontros! :-)
Grande abre aço!!
JF"

O mérito foi todo do Pedro Laranjeira. Obrigada mais uma vez, Pedro.

"Amigas, Amigos e afins d'a funda São
Obrigada pela vossa calorosa recepção! Fizemos boa viagem de regresso - mas...
Eu e a A. somos mulheres da Ciência, portanto adeptas do Método Experimental, e só chegámos às respectivas casas às 6 da manhã porque fomos experimentando pelo caminho o equipamento que amavelmente nos ofereceram! Lá a A. não sei (ela não atende o telefone nem o telemóvel, deve continuar muuuuuito «ocupada»...), mas eu tenho de me ir embora que ainda tenho 327 experiências a fazer - ai, ui, que bom!
Boa disposição e beijocas para todos
B."

Para a próxima tenho que pedir à Erosfarma uma palete de pilhas.

"Estávamos os três a divagar:
O Senhor Pedro Laranjeira
E também o Senhor Bartolomeu...
De como havíamos de poetar
Sem ter tamanha canseira
(Ah! e também lá estava eu...)

Inquirimos, e com ardor insistimos
Que teríamos de ter uma musa
Para tantos poemas e prosas.
Aceitamos, mas ainda resistimos
Que tinha de ser, sem escusa
São Rosas, senhores, São Rosas!

"

24 de novembro de 2006

Chiça, que estou toda molhadinha!...

A malta fixe da revista FHM publicou no seu número mais recente um artigo sobre «50 Blogues nacionais que valem mesmo a pena visitar»:

Pois este nosso blog porcalhoto é lá mencionado:

Que pena terem-lhe chamado «AFUNDASAO»... mas um dia ainda hão-de escrever bem «a funda São»... nem que seja quando a minha colecção tiver um espaço aberto ao público... cóf... cóf... cóf...
Entretanto, deixo-te aqui a capa da revista, para que a localizes melhor no quiosque:

22 de novembro de 2006

Nova delícia da minha colecção

Lembram-se de eu falar aqui do João Lemos a propósito das ilustrações do CD dos Gaiteiros de Lisboa? Pois fiz-lhe uma encomendinha... e já a recebi:

Sátiro e freira - João Lemos

"uma folha de fibras de Amoreira birmanesa, na qual desenhei com uma tinta que, a dizer-se da China, provém, em boa verdade, do Japão"

21 de novembro de 2006

Cachimbada

Na colecção da São Rosas há este cachimbo, meerschaum (silicato de magnésio).

20 de novembro de 2006

Resumo (isto é, sumo de novo) do 6º Encontra-a-Funda

Aos 18 e 19 dias ( = 37) do mês de Novembro do ano da desgraça de 2006, realizou-se o 6º Encontra-a-Funda em_terras do Pedro Laranjeira e com um programa preparado pelo Bocage (ou terá sido ao contrário?!).
Muitas fodografias se tiraram e o OrCa foi o primeiro a disponibilizar uma apresentação em imagens, no seu blog Sete Mares. Aqui fica um resumo, para que conste:
Crica para aumentar
Depois de uma visita à Casa Agrícola Horácio Simões e de uma prova de vinhos (a maioria de nós não conhecia mas passou a conhecer o vinho Moscatel Roxo), fomos para o restaurante «Tábua de Salvação» onde fomos repastados com um jantar-ceia de arrebimba o malho (seja lá o que for que isto queira dizer). Ali em cima, onde parece estar uma estátua de Cutileiro, estão a ver rojões com migas. Depois de uma sopa alentejana e antes de um guisado de veado...
Crica para aumentar
O Sãorau começou com as poesias erotico-malandrecas deliciosamente ditas pelo OrCa e pelo Pedro Laranjeira, dos trovadores portugueses da Idade Média até autores contemporâneos, passando pelo Bocage e acabando... em poemas de sua própria autoria. Pelo meio, colaborei lendo o «Fado corrido e falado - a morte de João do Viso», da Encandescente.
A Tuna Meliches - em versão MineTuna - tocou e cantou um poema da Encandescente («Que olhas nos meus olhos») e três poemas do OrCa («D'amor ando», «Cirurgia de escárnio e maldizer» e «Amor em novas tecnologias»).
As luzes apagaram-se... e a Arcanja Gabi veio dar a boa nova à virgem Maria, que serzia uns peúgos: ia começar o «Auto Na Tal». Em cima, o burro e o boi, fundamentais com "os seus bafos e as suas bufas" para o bem estar dos figurantes, numa época em que ar condicionado nem sonhá-lo.
Crica para aumentar
A boa nova também foi transmitida aos pastores, que apanharam um cagaço já que estavam a comer umas cabras quando lhes apareceu o chefe dos anjos. Estavam... quero dizer, estava, porque um dos pastores estava a dieta e "era mais voyeur". Só ficou a ganhar, porque a cabra, no meio da abocanhadela, rompeu as calças ao outro pastor. E este teatro que não é subsidiado...
Crica para aumentar
O menino Jasu, que nos ensaios anteriores tinha sido alimentado a tintol, teve que se contentar com um refrigerante, já que não lhe dava jeito, na posição fetal, beber vinho por um jarro. O José bem quis ganhar dinheiro com aquele quadro tão lindo, publicitando a página www.manjedoura.come e cobrando a quem quisesse tirar fodografias, mas consta que não lhe pagaram um tusto. A narradora, lá atrás, bem tenta falar sem se rir, mas é um esforço inglório, com as figuras que este figurões faziam.
Crica para aumentar
Na manhã de domingo fomos passear ao Sado para ver golfodinhos. E eles apareceram. Até deu para reparar que são bichos que têm cara de caralho. A fodografia do OrCa, aqui em cima, mostra que um tarado vê erotismo onde outros não vêem um boi (nem um burro).
Crica para aumentar
Depois de um almoço de peixe grelhado variado, houve quem apresentasse e distribuisse presentes pelos presentes (que giro, "presentes pelos presentes"...) da Erosfarma, desta vez com pilhas incluídas. O OVNI (objecto vaginal, nadegal e intersticial) da imagem foi o que fez mais sucesso. Não, não é o vermelho que está pendurado na parede!
Quem o levou saiu mais cedo para comprar um saco de pilhas numa área de serviço. Aguardamos relatório circunstanciado (não confundir com circuncisado) para podermos encerrar esta acta.
A bem da Dona São

17 de novembro de 2006

acróstico - Elmano Sadino

(Pois que rumamos a Setúbal, para dar um abraço a Bocage, aqui lhe vou deixando um aceno...)


Era talvez ‘inda mais pobre que Job
Linguarudo, putanheiro e atrevido
Mas zurzia de alma viva e sem ter dó
Algum traste vil ricaço e convencido
No alento que lhe dava a força só
O gládio de palavras construído

Sacripanta, pinga-amor e beberrão
Anedotas lhe fizeram mais de mil
Dir-se-ia do Bocage fanfarrão
Ir por mais certo parar a cova vil
No entanto dando ao povo o coração
O poeta fez-se dele tal qual Abril.


Última chamada para o 6º Encontra-a-Funda

(sim, ainda te podes inscrever)

O Pedro Laranjeira é amigo do OrCa e avisa-o para oder mas não se deixar oder:

"Vai lá, vai, e dá-lhe abraços, mas com todas as cautelas
Nunca lhe vires as costas nem deixes de te cuidar
que aquele rapaz de Setúbal, pouco dado a bagatelas,
dizem praí as más linguas que não era de fiar..."

15 de novembro de 2006

Não há que enganar!

crica para dilatares a coisa
Diz o Bruno B. que o Sãorau do 6º Encontra-a-Funda é próximo deste anúncio. Quem quiser, ainda está a tempo de se inscrever (para todo ou parte do programa). Há quem vá só ao jantar e Sãorau... ou só ao passeio dos golfodinhos... ou só ao almoço do domingo. Ah! E a Erosfarma já me fez chegar umas prendinhas para a malta... hmmm...